segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

BRASIL Soropositivos usam web para incentivar contaminação pelo HIV




Eles não costumam revelar seus nomes verdadeiros. As trocas de experiências são feitas em sites cujos colaboradores não são identificados. Outras conversas acontecem em grupos fechados, de redes sociais e aplicativos. É assim, secretamente, que homens de diversas partes do Brasil têm se unido para difundir o bareback, modalidade de sexo sem camisinha cujos adeptos, homossexuais soropositivos ou não, “brincam de roleta-russa” com a possibilidade de contraírem e transmitirem o HIV. E o problema vai além: alguns estão usando táticas para enganar jovens mais ingênuos e também deixá-los vulneráveis à doença.

A prática foi denunciada por um estudante de medicina, no mês passado, em um grupo de discussão sobre questões LGBT no Facebook. O jovem de 24 anos, morador do interior de São Paulo, contou que recebeu o alerta de outros médicos e resolveu compartilhar com o máximo de pessoas possível. “O que me motivou a divulgar este absurdo foi saber que adolescentes estão sendo enganados por esses monstros”, disse ele, que preferiu manter o anonimato, ao Terra. “Eles fazem isso por pura maldade, puro prazer em estragar a vida de pessoas que ainda são novas”, completou.

De acordo com o universitário, alguns barebackers, como são chamados, utilizam a web para conhecer jovens gays, marcam encontros e usam diferentes técnicas para conseguirem transar sem proteção. Inicialmente, tentam convencer o parceiro de que a camisinha atrapalharia o prazer da relação. Quando a persuasão não funciona, furam os preservativos e fazem com que estourem no momento da penetração.

Muitas dessas dicas foram facilmente encontradas pela reportagem em um blog chamado "Novinho Bareback", que foi excluído, assim que a denúncia começou a circular nas redes sociais. Na página, integrantes de um "clube" autodenominado "Clube do Carimbo" publicavam, além de fotos e vídeos pornográficos, textos repletos de gírias próprias, em que explicavam os procedimentos e incentivavam os praticantes mais antigos a buscarem novos garotos para se unirem a eles.

"Lembre-se de aproveitar que agora que são férias escolares e tem muitos ‘putinhos’ universitários puros na praça prontinhos para virem para o nosso clube. Como vocês sabem, o sexo bare tem se tornado a modalidade de sexo mais difundida no mundo! Nosso Brasil tem seguido a tendência e cada dia é mais comum encontrarmos adeptos do bare! Todo macho recém-convertido ao bare, lá no fundo, quer ser ‘carimbado’ para ser convertido para nosso lado, para o bare ‘vitaminado’ (risos)”, havia escrito um membro do grupo. “Vitaminado”, no caso, faz referência aos que são portadores da Aids.

"O bom e velho prego ou agulha... Fura essa p**** toda! Quando gozar, vai vazar vitamina dentro do puto. Funciona melhor em dark rooms e sex clubs com pouca iluminação. Recomendo que fure a ponta, apenas a ponta, por que o passivo pode sentir durante a f*** a fricção do preservativo, daí ‘mela a f***’, ou melhor, não mela! Hahaha Furando só a ponta, quando gozar, dá uma segurada dentro para dar tempo de escorrer o suficiente", havia comentado outro.

Em outro blog chamado "Aventuras de um Becker" encontramos mais dicas ilustradas com imagens, vídeos e gifs. 

"Cortar a ponta ou furar a ponta dos preservativos é algo fácil de se fazer, dá tesão e estimula um novo fetiche feito por poucos e por alguns. O legal é quando você sabota o preservativo no dia que vai f****", disse o autor, que se identifica como Mauro Machado Becker, antes de escrever um passo a passo do processo. "É preciso prática e discrição sobre tal ato (não saia ai contando isso para todo mundo). Não fez ainda? Faça! Pois é bem provável que já tenham feito em você. É algo sigiloso, uma prática feita por alguns e que decidi compartilhar com vocês a ideia que pode acontecer por acidente ou de propósito", completou.

Em seguida, ele ainda demonstrou certa preocupação: "Este texto é só uma ideia, comentada nacionalmente e internacionalmente, um fato que ocorre e que não quer dizer que eu faça isso". 

Outros endereços da internet que exploram o conceito de bareback servem como fórum de discussões sobre o tema e espaço de integração entre os participantes, que combinam abertamente eventos de sexo grupal e gravações de vídeos.

Terra tentou entrar em contato com Mauro Machado Becker, mas, até o fechamento da reportagem, não obteve retorno.

Por dentro do bareback
Os primeiros registros da palavra bareback (cujo sentido original indicava o ato de cavalgar em um cavalo sem cela) como prática sexual datam do início dos anos 1980 nos Estados Unidos. Na mesma década, a modalidade começou a chegar a alguns países europeus e também ao Brasil como uma "moda" importada das comunidades gays norte-americanas. Simultaneamente, explodiu o boom da Aids em todo o mundo. Nos anos 1990, ele deixou de ser conhecido apenas em pequenos guetos homossexuais e se tornou mais popular (o que aumentou de vez graças à internet).

O aliciamento sem consentimento de novos jovens, no entanto, não é praticado por todos os barebackers. Muitos deles não aprovam a conduta e somente mantêm relações com outros adeptos da modalidade. Mesmo assim, a história não é tão simples.

Em 2009, Luís Augusto Vasconcelos da Silva, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), escreveu um artigo sobre o tema – decorrente de uma tese de doutorado defendida em 2008 no Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia – que foi publicado no Caderno de Saúde Pública, revista da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz (RJ). No processo de criação do trabalho, intitulado Barebacking e a Possibilidade de Soroconversão, ele entrevistou praticantes para descobrir qual seria o intuito daqueles homens. A conclusão: não há unanimidade de ideias e intenções.

Em primeiro lugar, o pesquisador descobriu que alguns dos entrevistados transavam sem proteção porque queriam, de fato, contrair o vírus HIV. Eles são conhecidos como bug chaser (em inglês, “caçador de inseto”), homens negativos que procuram um gift giver (“doador de presente”), os positivos, para se contaminarem. Depressivos, eles manifestavam desejo de morrer, mas “não tinham coragem” de cometer suicídio. 

Outros demonstraram, segundo o professor, desejo “indireto” de se contaminarem – não mais por vontade de morrer, mas pela “liberdade” de, ao se tornarem soropositivos, pararem de se preocupar com a proteção. Seria como um “alívio” por contrair uma doença que parecia inevitável.

Alguns rapazes também justificaram a prática alegando que gostavam da sensação de perigo e subversão. Eles contaram ao estudioso que, a cada novo resultado negativo que recebiam em exames de HIV, sentiam a adrenalina subir e era “como se estivessem ganhando o jogo”. Em caso de resultado positivo, a sensação não seria diferente, pois gostavam até mesmo de se sentirem “mais fortes que a infecção”. “Minha postura é subversiva, minha prática também. É para testar meus limites, para ver até onde encaro essa roleta-russa”, afirmou um deles.

Por fim, ainda de acordo com Vasconcelos da Silva, existiam aqueles que sentiam “curiosidade e fascinação” por participar de uma “identidade soropositiva” e, devido aos avanços no tratamento da doença, simplesmente não tinham consciência de sua gravidade. 

Vale lembrar que, consentida ou não, a prática de disseminação de doenças sexualmente transmissíveis é considerada criminosa. Segundo o artigo 130 do Código Penal, “expor alguém, por meio de relações sexuais ou qualquer ato libidinoso, a contágio de moléstia venérea, de que sabe ou deve saber que está contaminado” deve resultar em pena de detenção de três meses a um ano. Se a intenção for transmitir a moléstia, passa para um a quatro anos de prisão.

Falta de políticas públicas e informação
O autor do blog que foi deletado da web, rapaz que se identificava apenas como Matheus, costumava compartilhar fotos e vídeos dele e dos jovens “aliciados” – a maioria com corpos musculosos e definidos.  

“Em um universo onde corpos sarados chamam a atenção, esses ‘carimbados’ também usam esse artificio para conquistar suas vítimas. Fazendo uma associação com os dados apresentados pelo Ministério da Saúde em 2014, foi justamente na idade entre 16 e 24 anos que subiu o número de infectados. Aí entra o papel do governo”, afirmou o estudante autor da denúncia.

Para ele, o Estado tem responsabilidade direta no aumento dos casos de HIV entre os jovens quando cede a pressões de setores conservadores da sociedade e evita criar publicidades direcionadas a LGBTs que alertem sobre a importância do uso do preservativo. Ele relembrou, por exemplo, o Carnaval de 2012, quando o governo federal retirou do ar uma campanha [imagem abaixo] voltada ao uso de camisinha que era ilustrada com dois garotos homossexuais. 

Procurado pela reportagem, o Ministério da Saúde enviou nota em que se posiciona contra a prática de bareback e alegou que produz materiais de prevenção especialmente desenvolvidos para a população de gays e travestis. Confira a íntegra do comunicado:

O Ministério da Saúde é contra a prática do “barebacking”. Nas campanhas de prevenção às DST e Aids promovidas pelo Ministérios da Saúde (1º de dezembro e Carnaval, por exemplo), existem  materiais de prevenção especialmente desenvolvidos para a população de gays, travestis e profissionais do sexo, onde é reforçado o uso do preservativo como uma das formas de prevenção à doença. Existem também campanhas regionais desenvolvidas em estados e municípios por ocasião de eventos específicos dessas populações como em paradas gays.

Outra forma de prevenção divulgada nesses materiais específicos é Profilaxia Pós-Exposição (PEP) – medida de prevenção que consiste no uso de medicamentos antirretrovirais pela pessoa que se expôs ao vírus do HIV em relações sexuais desprotegidas, como nas que ocorrem falha, rompimento ou não uso de preservativos.

É importante ressaltar que não cabe ao Ministério punir ou julgar civilmente quem pratica ou coopta pessoas para a disseminação da prática. Atualmente, existe um grupo de trabalho sobre a temática gay e HSH (Homens que fazem sexo com homens) no Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Dentre os assuntos em discussão no grupo está a prática do “barebacking”. O grupo analisa as implicações dessa prática e o quanto ela está disseminada no Brasil, levando em consideração as informações regionais dos grupos que fazem prevenção, de forma a embasar as ações educativas / preventivas junto a essa população desenvolvidas pelo ministério.

Crescimento do HIV no Brasil
Um relatório divulgado em julho do ano passado pela Unaids, a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) dedicada à luta contra a Aids, apontou que, entre 2005 e 2013, o Brasil registrou aumento de 11% em infecções por HIV. O número de mortes no País em decorrência da doença, por sua vez, subiu 7%.

Os dados são ainda mais alarmantes quando comparados com os outros países: no mundo todo, houve queda de 27,6% nas infecções e de 35% nas mortes. Se levarmos em conta apenas a América Latina, as diminuições foram de 3% e 31%, respectivamente.

Outro levantamento divulgado em dezembro do mesmo ano pela Secretaria da Saúde de São Paulo mostrou que os casos aumentaram 23,2% no Estado entre jovens de 15 a 24 anos de 2009 a 2013. Em 2009, foram notificados 687 novos casos; em 2013, 847. 

Pesquisa mais recente do Ministério da Saúde, divulgada na semana passada, mostrou que, apesar de 94% dos brasileiros saberem da importância do uso da camisinha na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, 45% dos sexualmente ativos não usaram preservativo em relações ocasionais em 2013, percentual estável desde 2004.

http://noticias.terra.com.br/brasil/soropositivos-usam-web-para-incentivar-contaminacao-pelo-hiv,2d2024d11c71b410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html
Nota do Moderador desse blog, sobre a materia em exposição

Julio Cesar disse:


Reino Unido pode ser o primeiro país a legalizar filhos de três pais

Fertilização in vitro com três pais está sendo discutida pelo Reino Unido (Foto: Reprodução/TV Globo)

O Reino Unido pode se tornar, nesta terça-feira (2), o primeiro país o mundo a permitir a concepção de crianças in vitro com o DNA de três pessoas para prevenir doenças hereditárias graves.

O Parlamento se pronunciará sobre uma medida que está rodeada de controvérsia, entre aqueles que defendem o tratamento e aqueles que o atacam, entre eles a Igreja da Inglaterra, que teme que isso marque o começo de uma era de bebês "sem projeto".
Pesquisas têm demonstrado que a doação mitocondrial poderia ajudar potencialmente quase 2.500 mulheres em idade reprodutiva no Reino Unido. Todas têm risco de transmitir mutações nocivas do DNA nas mitocôndrias, organelas das células que fornecem a maior parte da energia necessária para a atividade celular.
Os deputados se pronunciarão concretamente sobre uma emenda para modificar as normas que regem a fertilização in vitro e permitir que os bebês sejam concebidos com o material genético de três pessoas.
Além de receber o DNA normal da mãe e do pai, uma criança também ganhará uma pequena quantidade de DNA mitocondrial saudável de uma doadora mulher.
Doenças mitocondriais
As doenças mitocondriais são raras, mas podem ser devastadoras, afetando os principais órgãos e causando doenças que vão desde a cegueira à surdez, passando pela perda de massa muscular.

Um grupo de organizações e ativistas internacionais escreveram uma carta aberta aos deputados, incentivando-os a votar pela mudança na lei, dizendo que ela pode "oferecer às família a primeira ponta de esperança de ter um bebê que viva sem dor nem sofrimento".
Contudo, aqueles que se opõem à doação mitocondrial argumentam que isso vai longe demais.
O reverendo Brendan McCarthy, assessor em temas de ética médica da Igreja Anglicana da Inglaterra, disse ao "Daily Telegraph" que "sem uma visão mais clara do papel que as mitocôndrias têm na transferência das características hereditárias, a Igreja não acredita que seja responsável mudar a lei neste momento".
David King, diretor do grupo Alerta Genética Humana (Human Genetics Alert), lamentou que o país vá romper o consenso internacional dos últimos 40 anos, que não se deve modificar geneticamente os seres humanos.
"No meio do futuro pesadelo do projeto de bebês, as pessoas vão olhar para trás e se perguntarão: como foram tão irresponsáveis?", assegurou.
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/02/reino-unido-pode-ser-o-primeiro-pais-a-legalizar-filhos-de-tres-pais.html
Nota do Moderador desse blog, sobre a materia em exposição

Julio Cesar disse:

Escritório troca senhas por implante de chips nos funcionários



RIO — Passar o crachá para entrar no escritório é coisa do passado, pelo menos para os funcionários do Epicenter, um novo prédio de escritórios construído na Suécia. Em vez dos métodos tradicionais de identificação, como os cartões e a digital, foi oferecido aos 400 trabalhadores do edifício o implante de um chip. que pode ser usado não apenas para abrir portas, mas para uma infinidade de outros serviços.

— Nós queremos poder entender essa tecnologia antes que grandes corporações e governos cheguem a nós e digam que todos devem ter um chip. O chip da Receita Federal, o chip do Facebook ou do Google — disse à BBC Hannes Sjoblad, diretor de tecnologia do escritório.

O pequeno chip de identificação por radiofrequência (RFID) é implantado nas mãos dos funcionários. O repórter da BBC Rory Cellan-Jones foi um dos chipados. Ele conta que o procedimento, feito por um tatuador, é rápido, mas dolorido.

— Foi um momento de dor, não muito pior que uma injeção — contou.

O chip serve para entrar no edifício, abrir portas de escritórios e liberar o uso da copiadora, mas, em breve, deve ganhar outras funções, como realizar pagamentos na cantina ou liberar o uso de computadores.



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Nota do Moderador desse blog, sobre a materia em exposição


Julio Cesar disse:

As reveladoras palavras de Jesus à Madre Teresa de Calcutá

madre teresa


Apresentamos, a seguir, a reflexão da beata Madre Teresa de Calcutá sobre as palavras de Jesus crucificado que ela escutou no fundo do seu coração no dia 10 de setembro de 1946 e que a levaram à dedicação a Deus e aos mais necessitados, que caracterizou o resto da sua vida:

É verdade. Estou à porta do seu coração, de dia e de noite. Ainda quando você não está escutando, ainda quando você duvida que possa ser eu, aqui estou, esperando o mais mínimo sinal que me permita entrar. Quero que você saia que, cada vez que me convida, eu venho, sempre, sem falta. Venho em silêncio e invisível, mas com um poder e um amor infinitos, trazendo os muitos dons do meu Espírito.


Venho com a minha misericórdia, com meu desejo de perdoá-la e curá-la, com um amor que vai além da sua compreensão. Um amor em cada detalhe, tão grande como o amor que recebi do meu Pai. Venho desejando consolá-la e dar-lhe forças, levantá-la e curar todas as suas feridas. Trago a minha luz, para dissipar sua escuridão e todas as suas dúvidas. Venho com o meu poder, que me permite carregá-la; com minha graça, para tocar seu coração e transformar a sua vida. Venho com a minha paz, para tranquilizar sua alma.

Eu a conheço como a palma da minha mão, sei tudo sobre você, contei até os cabelos da sua cabeça. Não há nada na sua vida que não tenha importância para mim. Eu a acompanhei ao longo dos anos e sempre a amei, até nos seus extravios. Conheço cada um dos seus problemas. Conheço suas necessidades e suas preocupações e, sim, conheço todos os seus pecados.

Mas quero lhe dizer novamente que te amo, não pelo que você fez ou deixou de fazer. Eu te amo por você mesma, pela beleza e pela dignidade que meu Pai lhe deu a criá-la à sua própria imagem. É uma dignidade que você muitas vezes esqueceu, uma beleza que está ofuscada pelo pecado. Mas eu te amo como você é que derramei meu sangue para resgatá-la. Basta pedir com fé, que minha graça tocará tudo o que precisa ser mudado na sua vida: eu lhe darei a força para livrar-se do pecado e de todo o seu poder destruidor.

Sei o que existe no seu coração, conheço sua solidão e todas as suas feridas, as rejeições, as humilhações, pois carreguei tudo isso antes de você. E carreguei tudo por você, para que você pudesse compartilhar minha força e minha vitória. Conheço sobretudo sua necessidade de amor, sei como você está sedenta de amor e de ternura. Você tem sede de amor? Eu a saciarei e a preencherei. Você tem sede de ser amada? Eu a amo mais do que você pode imaginar... a ponto de morrer por você na cruz.

Tenho sede de você. Sim, esta é a única maneira como posso descrever meu amor: tenho sede de você; Tenho sede de amá-la e de que você me ame. Venha a mim e eu preencherei seu coração, curarei suas feridas. Farei de você uma nova criatura e lhe darei paz, mesmo nas provações. Tenho sede de você. Você nunca pode duvidar da minha misericórdia, do meu desejo de lhe perdoar, do meu anseio por abençoá-la e viver minha vida em você, e de que a aceito sem importar o que você fez. Tenho sede de você. Se você se sente desvalorizada aos olhos do mundo, não importa. Ninguém se interessa mais por você do que eu.


Tenho sede de você. Abra-se e venha a mim, tenha sede de mim, dê-me sua vida. Eu lhe darei provas de quão valiosa você é para o meu coração.Você não percebe que o meu Pai já tem um plano perfeito para transformar sua vida a partir deste momento? Confie em mim.
 
Peça-me todos os dias que eu entre e que me encarregue da sua vida, e eu o farei. Prometo diante do meu Pai no céu que farei milagres na sua vida. Por que eu faria isso? Porque tenho sede de você. A única coisa que lhe peço é que confie completamente em mim. Eu farei todo o resto.


Desde agora, já vejo o lugar que o meu Pai lhe preparou no meu Reino. Lembre-se de que você é peregrina nesta vida. O pecado nunca poderá lhe satisfazer nem lhe dar a paz pela qual você anseia. Tudo o que você buscou fora de mim só lhe deixou mais vazia. Então, não se prenda às coisas deste mundo, mas, sobretudo, não se afaste de mim quando você cair. Venha a mim sem demora, porque, quando você me dá seus pecados, também me dá a alegria de ser seu Salvador. Não há nada que eu não possa perdoar e curar, então venha agora e descarregue sua alma.
 
Não importa o quanto você andou sem rumo, não importa quantas vezes você me esqueceu, não importa quantas cruzes você carrega nesta vida; há algo que quero que você sempre recorde, e que nunca mudará: tenho sede de você, assim como você é. Você não precisa mudar nada para acreditar no meu amor; sua confiança nesse amor a fará mudar. Você se esquece de mim e, no entanto, eu a busco em cada momento do dia e estou à porta do seu coração, chamando. É difícil de acreditar nisso? Então, veja a cruz, olhe para o meu coração que foi atravessado por amor a você.

Você não compreendeu minha cruz? Escute novamente as palavras que disse nela, pois lhe dizem claramente por que eu suportei tudo isso por você: "Tenho sede" (João 19, 28). Sim, tenho sede de você. Durante toda a sua vida, desejei seu amor. Nunca deixei de buscá-lo e de ansiar pela sua correspondência. Você experimentou muitas outras coisas, na sua busca pro ser feliz. Por que não tenta agora abrir seu coração a mim, agora mesmo, mais do que antes?

Quando finalmente você abrir a porta do seu coração e se aproximar o suficiente, então me ouvirá dizer uma e outra vez, não em meras palavras humanas, mas em espírito: não importa o que você fez, eu a amo por você mesma. Venha a mim com a sua miséria e os seus pecados, com seus problemas e necessidades, com toda a sua vontade de ser amada. Estou à porta do seu coração e chamo. Abra-me, porque tenho sede de você.

(Publicado originalmente por Oleada Joven)


http://www.aleteia.org/pt/religiao/artigo/as-reveladoras-palavras-de-jesus-a-madre-teresa-de-calcuta-5805290523983872?
Nota do Moderador desse blog, sobre a materia em exposição

Julio Cesar disse:

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Eis a nossa felicidade



Nota do Moderador desse blog, sobre a materia em exposição

Julio Cesar disse:

O sacerdote católico que salvou a vida de 1.000 muçulmanos

WEB-Bernard-Kinvi-Human-Rights-Watch



O padre Bernard Kinvi tem 32 anos de idade, é natural de Togo e dirige uma missão na República Centro-Africana. Sozinho, no início de 2014, o pe. Bernard salvou a vida de mais de 1.000 muçulmanos que fugiam de milícias violentas, reunindo-os e abrigando-os na igreja local. Ele próprio correu um grande risco ao tomar esta atitude.
 
Cristãos e muçulmanos vinham coexistindo em paz na República Centro-Africana até que, no final de 2012, uma força rebelde de maioria muçulmana, chamada Seleka, tomou o controle de um número relevante de cidades do país. Avançando rumo ao sul, os milicianos chegaram à capital, Bangui, onde o presidente François Bozizé tentou um acordo com os rebeldes, mas a paz não perdurou. Em março de 2014, a Seleka já dominava Bangui.
 
Quando a violência atingiu Bossemptélé, cidade localizada a cerca de 186 km ao noroeste de Bangui, alguns combatentes da Seleka, feridos, procuraram atendimento no hospital de missão do pe. Bernard Kinvi. "Eu tive de proibir que eles viessem ao hospital com armas", contou ao jornal “The Irish Times” o próprio pe. Bernard, que é membro da ordem camiliana. "As pessoas estavam aterrorizadas com eles e decidiram reagir. Foi então que elas criaram o anti-Balaka", uma força de resistência ao avanço da milícia Seleka.
 
Por causa do trabalho humanitário do pe. Bernard, a organização “Human Rights Watch”, de defesa dos direitos humanos, o homenageou no ano passado com a entrega do prêmio Alison Des Forges.
 
Aleteia entrevistou o padre Bernard Kinvi.
 
Pe. Bernard, o senhor pode descrever as relações que existiam na comunidade local de Bossemptélé antes do início deste conflito?
 
Antes do início da crise político-militar, a população de Bossemptélé vivia em coesão pacífica entre cristãos, muçulmanos e animistas. A vida de todos era complementar. Os muçulmanos trabalhavam principalmente no comércio. Os Fulani eram criadores de gado e a maioria dos cristãos e animistas trabalhavam na agricultura. E eram eles que produziam os alimentos (mandioca, milho e amendoim) para os muçulmanos e para os Fulani. Todo mundo precisava do vizinho para viver melhor. Naturalmente, havia problemas, mas não eram excessivos.
 
De acordo com a sua experiência, o que alimentou o conflito na República Centro-Africana?
 
Acima de tudo, eu acredito sinceramente que a corrupção e o mau governo é que são a causa deste conflito. Além disso, a maioria das pessoas vive sem eletricidade, sem acesso a água potável, a cuidados de saúde e à educação, enquanto outros vivem na opulência, saqueando ouro, diamantes, madeira, que deveriam ser para todos. Os abusos sem fim e a corrupção provocaram desespero e raiva. E essa raiva acumulada gerou uma espiral de violência e de vingança, que, infelizmente, persiste até hoje.
 
Qual é a situação atual do conflito na República Centro-Africana?
 
O lado oeste do país está vivendo aquela “calma tensa”. As milícias anti-Balakas ainda estão bem armadas, mais do que no início da guerra, inclusive. Mas a violência diminuiu significativamente. Já na região leste do país, em especial na área de Bambari, a violência ainda é muito comum porque os Selekas e os anti-Balakas continuam presentes. É muito difícil eles viverem juntos.
 
Como a sua equipe consegue lidar com os dois grupos em conflito sem tomar partido?
 
No auge do conflito, eu reuni o pessoal do hospital e disse a todos eles: "Nós somos um hospital católico. Aqui nós tratamos todos de forma igual, seja seu amigo, seja seu inimigo. Ele matou o seu irmão ou estuprou a sua irmã? Pois bem, se ele cruzou a porta de entrada do hospital porque está doente ou ferido, você vai cuidar dele. Se você concorda, pode ficar. Se não concorda, você tem a escolha de não trabalhar mais no hospital". Logo depois eu passei a palavra para cada um dos membros da minha equipe e ouvi cada um deles responder: "Eu vou ficar para cuidar de todos, sem exceção". Foi um momento muito emocionante. E eles não disseram só palavras da boca para fora. Eles foram fiéis ao seu compromisso.



Cada vez que nós somos ameaçados de morte por um ou por outro dos grupos de rebeldes porque cuidamos dos inimigos deles, eu sempre assumo a liderança, negocio com eles e mostro que o hospital é um lugar público, para todos.
 
Além disso, e em primeiro lugar, eu sinto a presença constante de nosso Senhor, que sempre me inspira a fazer boas obras e a dizer palavras boas no momento certo.
 
Qual é a sua avaliação sobre o papel das forças de paz da ONU, como a União Africana e as forças francesas, no auge do conflito?
 
Eu acho que as forças francesas, a União Africana e as forças de paz da ONU evitaram o pior, mas não conseguiram parar o conflito. Eu, pessoalmente, acho que são forças de dissuasão para a população civil.
 
Como o senhor avalia o comportamento geral da comunidade local, as pessoas comuns, em relação aos irmãos e irmãs muçulmanos?
 
As atitudes são diferentes. Eu conheci muitas pessoas que odeiam os muçulmanos, especialmente a linhagem pura. Mas também conheci muita gente que se opõe à matança de muçulmanos. Essa gente já os escondeu na própria casa ou no campo, e nós pedimos ajuda para encontrá-los e levá-los para o nosso hospital. Eu até conheci vários anti-Balakas que protegeram civis muçulmanos e me ajudaram a recuperá-los. Hoje, toda a população de Bossemptélé é unânime em achar que a saída dos muçulmanos reduziu consideravelmente a economia da população. Eles têm mais gente para vender os produtos rurais.
 
Existem planos para garantir que este conflito não volte a se inflamar? Que planos seriam?
 
Nós não temos um projeto nacional. Mas, em nossa pequena cidade de Bossemptélé, temos um pequeno "Comitê Comunitário de Coesão Social", que é liderado pelo padre camiliano Patrick Brice Naïnangue, pároco de Santa Teresa de Bossemptélé. Esse comitê é responsável pelo diálogo com o público para repensar as causas profundas desta crise, para interagir com os líderes das aldeias, com os líderes religiosos e com os anti-Balakas (...) a fim de construir as bases da reconciliação, da justiça e da paz.
 
Nós sabemos, também, que muitas das milícias são formadas por agricultores e pecuaristas. Tentamos proporcionar treinamento técnico e distribuir sementes para a época do plantio. Premiamos as melhores produções de cada safra para promover a competitividade. Tudo isso nos permite construir a força de trabalho e impulsionar o mercado de trabalho. E isso leva alguns deles a desistir das armas.
 
Também priorizamos a educação e, se possível, a educação por meio da mídia, em especial da rádio. Esperamos que esses recursos, junto com as nossas muitas orações pela paz, nos permitam cuidar das feridas da guerra e restaurar a paz.
 
Alguns relatos da mídia dizem que os cristãos guardam ressentimento em relação aos muçulmanos. O senhor tem ideia de que ressentimentos seriam esses?
 
Eu não diria que os cristãos tenham ressentimentos contra os muçulmanos. Eu prefiro falar do ressentimento dos não-muçulmanos (tanto cristãos quanto animistas) em relação aos muçulmanos. Isto se deve principalmente ao fato de que a maior parte da milícia Seleka era muçulmana. Além disso, também se deve à cumplicidade de alguns muçulmanos com a milícia nos casos muito graves de abusos que eles cometiam contra os civis não-muçulmanos.
 
Como o senhor acomodou esses dois grupos conflitivos dentro da missão sem que a própria missão entrasse em conflito?
 
A primeira milícia que surgiu entre nós foi a Seleka. No dia 17 janeiro de 2014, eles fugiram da cidade depois de roubar motocicletas e um carro do hospital. Em 18 de janeiro, os anti-Balakas implantaram o seu próprio reinado, depois de enfrentar a resistência dos extremistas muçulmanos. Mais de 100 pessoas foram mortas; na maioria, eram civis. Foi assim que o conflito começou na nossa região. Nós recebemos os feridos e eu tentei me esconder e me proteger. Mas eu sabia que era o exército celestial que nos protegia.
 
Como o senhor conseguiu sustentar as pessoas que se refugiaram na missão, em termos de alimentação, tratamento e proteção?
 
Antes da guerra, eu armazenei um estoque de arroz e medicamentos. Com essas provisões, conseguimos alimentar e cuidar dos nossos refugiados até a chegada dos Médicos sem Fronteiras e do Programa World Food. As freiras carmelitas também esvaziaram as reservas alimentares que elas tinham, para ajudar os estudantes na escola primária que elas dirigem.
 
Como o senhor se sente com o recebimento do prêmio da Human Rights Watch?
 
Eu dou graças a Deus, que quis fazer com que o mundo conhecesse a obra dele através do nosso modesto compromisso. Eu me vejo chamado pelo Senhor, que ainda me convida, e sempre vai me convidar, a defender os direitos humanos sem levar em consideração as feridas do meu próprio corpo. É muito bonito amar e dar a vida pelos amigos.


http://www.aleteia.org/pt/mundo/artigo/o-sacerdote-catolico-que-salvou-a-vida-de-1000-muculmanos-5906043812970496
Nota do Moderador desse blog, sobre a materia em exposição

Julio Cesar disse: