terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Microcefalia e eugenia: rejeitamos esse tipo de sociedade fundada em uma moral utilitarista que descarta pessoas consideradas ‘inviáveis’.


Praticada desde a Grécia antiga, a Eugenia se fundamenta na ideia de aprimoramento da população por meio de seleção artificial. Em Esparta, por exemplo, onde o valor do indivíduo estava centrado na sua capacidade de servir, como bom soldado, à Pólis – algo aproximado da nossa noção moderna de Estado. Os recém-nascidos eram propriedades da Pólis e, em tenra idade, eram examinados e sua vida ou morte era decidida. A regra era a eliminação de todos os que fossem portadores de deficiência física ou mental, ou não fossem suficientemente robustos para o combate.
Com recuos ou avanços, a ideia eugênica sempre povoou a prática da humanidade. É inerente à natureza humana a inclinação para maximizar nossos benefícios e, sempre que possível, reduzir nossos custos; maximizar nosso prazer e reduzir nossa dor. Se no passado o infanticídio eugênico se justificava pela “monstruosidade” ou pela superstição contra os “filhos do demônio”, é nos séculos XIX e XX que a eugenia ganha contornos racistas, sexistas e genocidas.
Na Inglaterra do século de XIX, Francis Galton, influenciado pela obra de Charles Darwin, propôs, com base na transmissão hereditária de inteligência, a prática de casamentos seletivos em nome de evitar-se uma “degeneração biológica” das famílias mais ricas e cultas. Já ouviu este argumento antes? A tentação de incluir Hitler neste assunto é grande, mas este é um caminho muito fácil que não tomarei.
Na década de 1930, os EUA estavam respirando os ares da pseudociência da eugenia com o propósito de separar os “incapazes”: portadores de patologias mentais – entre esses, as mulheres adúlteras – os loucos, os criminosos, os epiléticos, os cegos, os surdos, dentre outros.  Alguns eugenistas defendiam a eutanásia e até a esterilização forçada dos “degenerados”.
Com o fim da segunda guerra mundial e com a queda em descrédito do darwinismo social, a sanha eugênica foi sendo deixada de lado, ainda que instituições eugênicas sobrevivam, com outros nomes, até hoje. A eugenia declinou; seja na sua versão “positiva”, isto é, aumentar o número de indivíduos “aptos” ou “aceitáveis”; seja, na versão “negativa” em que objetiva impedir a reprodução dos indivíduos “problemáticos”.
Mas, Banânia ( Brasil ) consegue nos surpreender não é mesmo?! Faz uma semana, aproximadamente, que pululam em nossos jornais uma defesa absurda desse assunto que se tornou página virada na história: a eugenia. Os “degenerados” da vez são os portadores de microcefalia decorrente do zika vírus. Um juiz de direito, que autorizou uma série de abortos legais em casos de anencefalia e outras doenças raras, disse que a interrupção da gravidez em casos de microcefalia é válida, fazendo uma interpretação extensiva das razões que autorizam o aborto anencefálico.
Uma professora do Anis – Instituto de Bioética, especialista em bioética e antropóloga, vê eugenia nas políticas públicas que envolvem o controle de nascimentos. Entretanto, não vê eugenia no aborto do feto portador de microcefalia, caso existam falhas de políticas públicas realizadas pelo Estado – uma constante autoevidente. Segundo ela, em entrevista para a BBC Brasil“Ou o Estado oferece as melhores condições e cuidado permanente aos recém-nascidos com microcefalia, ou permite que as mulheres possam fazer a escolha individual de interromper suas gestações”. E ainda: “O aborto não é uma solução para esta tragédia, mas seria uma forma de proteger as mulheres vítimas da falta de políticas efetivas para erradicação da doença.” Esta é a mesma cientista que liderou o pedido que legalizou o aborto no caso de fetos anencéfalos na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 54. Agora, seu arsenal pró-aborto se volta contra os microcéfalos, conforme expõe ao UOL.
Falando à ÉPOCA, a diretora do Centro Latino-Americano de Saúde Materno-Infantil da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) disse que “os casos de zika vão pressionar o debate sobre os direitos reprodutivos. A interrupção da gravidez, em qualquer situação, é uma decisão da mulher. (…) Uma jovem que engravidou sem planejamento e tem um filho com deficiência necessitará de cuidados especiais durante toda a vida. A sociedade tem de ajudar essa mulher, e ela precisa de apoio para ter suas decisões respeitadas”.
Uma pergunta que precisa ser feita é: Quem é esta sociedade? Onde ela mora? O que ela come? Quero dizer, é certo que a mãe de um filho que tenha qualquer tipo de deficiência demanda a assistência dos seus familiares e a ajuda daqueles que lhes são próximos ou se importam, mas não é este recurso que a diretora da OPAS está demandando. O que ela pretende é uma atuação direta do Estado para ou obrigar um conjunto de pessoas a um comportamento específico, ou mitigar o direito de outro grupo de indivíduos.
Ora, como já é de se imaginar, de tudo que foi dito pelos supostos especialistas, concorda-se com muito pouco. A vitória na descriminalização da prática de aborto de fetos anencéfalos tem, sim, tudo a ver com o esforço de descriminalização do aborto de fetos microcéfalos. Apesar de serem casos totalmente diversos, uma vez que a morte é certa em fetos anencéfalos, esta é apenas uma pequena possibilidade em casos de microcefalia. O elo sujo que os abortistas encontram está no dano cerebral e sua deficiência decorrente. Que, nos casos de microcefalia, demanda uma “forcinha” retórica das dificuldades sociais.
A verdadeira conexão subjacente nesse discurso é uma sociedade fundada na pior espécie de moral utilitarista. É inerente à natureza humana certa dose de utilitarismo na tomada de decisões racionais. Afastar a dor e buscar o prazer ou, maximizar os benefícios e minimizar os custos, são critérios para resolver questões morais, econômicas, sociais e políticas. Contudo, a eugenia leva este recurso a sua face mais perversa, aquela que desumaniza o indivíduo, tornando-o mero instrumento na concretização ou obstacularização daquele que toma a decisão.
Vamos às últimas consequências deste argumento, a saber: a conjunção entre deficiência originada por danos cerebrais e dificuldade cotidiana por falta de políticas públicas efetivas é autorizadora do aborto. Quais outros casos de aborto se compatibilizariam com esta ideia? Quantas outras anomalias e síndromes? Por que não os nascidos cegos, surdos ou mudos? Em dezenas de casos presenciamos a conjunção entre os dois elementos-base dos argumentos que aparentemente vão ao Supremo Tribunal Federal.
Seguindo este raciocínio da questão cerebral e impossibilidade de dar as condições adequadas ao futuro bebê, vemos estampada a real intenção daqueles que defenderão o aborto em casos de microcefalia: fazer avançar a Agenda do Aborto Livre. Aumentar as inseguranças dos indivíduos sobre os fetos com qualquer possibilidade de problemas cerebrais é caminhar na direção da defesa do aborto até a décima segunda semana da gestação. Como disse o “filósofo contemporâneo” Jean Wyllys: “a ciência diz que até a 12ª semana de gestação não há vida” (sic).
Para além, mesmo se tiramos o aborto da equação e olharmos estritamente para a questão da seleção genética, tirando os casos onde a escolha visa, exclusivamente, a cura de uma doença sem pôr em risco o feto, a eugenia viola a liberdade ética da pessoa manipulada. Os progenitores estão limitados ao espaço dentro do qual a futura pessoa poderia exercer sua liberdade de empreender seu projeto racional de vida.
Por último, a retórica mais ignorante de todas. O argumento “Ser proibido não faz com que não existam abortos. A mulher sem acesso ao aborto legal, independente da situação econômica, pode optar pelo aborto clandestino. Quem está na ponta mais pobre do sistema estará exposta a abortos inseguros, sim”. Primeiramente, todo aborto implica em risco, logo, em insegurança. Depois, a proibição de crimes quaisquer que sejam não resulta no fim da prática criminosa. Para acabar, a mulher que tem acesso ao aborto clandestino comete um crime “seguro” assim como um roubo seguido de morte de uma vítima indefesa. Em nada essa “segurança” legitima o homicídio intrauterino.
A vida não deve ser medida por um parâmetro econômico. Naquele embrião está contido um valor incomensurável, origem de todos os outros valores humanos, inclusive a Liberdade. Não é uma coisa, não é unha encravada, um câncer, um parasita ou algo do gênero. É alguém! Alguém perfeitamente desenvolvido para sua idade e com singularidade inscrita em seu DNA. Deste é a propriedade sobre si e a nós compete respeitar esta propriedade.
Saibam, leitores, que vendo essa movimentação do Anis – Instituto de Bioética (sic), só conseguimos lembrar da, já famosa neste blog, Planned Parenthood, aquele instituto fundado por uma ativista filiada à Ku Klux Klan, com objetivo de controlar o nascimento de negros e pobres, inspirado no infanticídio feminino asiático e que acreditava nas teorias eugênicas, vendo no aborto uma maneira de “limpar e purificar” a raça humana. Bem, Margaret Sanger, fundadora do Planned Parenthood, argumentava que os abortos deveriam ser feitos, pois deveria ser respeitado o direito de liberdade feminina, e que a mulher deveria interromper a concepção caso não pudesse dar as melhores condições de afeto ao filho. Soa familiar?
Por Fernando Fernandes, publicado pelo Instituto Liberal
http://blog.comshalom.org/carmadelio/49506-49506
"ONG holandesa oferece pela internet pílulas para abortar devido ao zika vírus"

Uma ONG holandesa oferece pela internet pílulas gratuitas às mulheres grávidas infectadas com o zika vírus para provocar, se desejarem, um aborto medicinal seguro diante da suspeita de que a doença gera malformações congênitas.
A organização, alarmada pela situação, pede ao governo do Brasil que não intercepte os pacotes enviados "ao menos durante a duração da epidemia de zika".
"O zika vírus está se espalhando para a maioria dos países onde o aborto é muito restrito", explicou à AFP Rebecca Gomperts, fundadora e diretora do Women on Web.
"Ficamos preocupados que isso provoque o aumento de abortos inseguros. Realmente nos preocupamos com a saúde e a vida das mulheres e queremos garantir que as mulheres tenham acesso a um bom aborto medicinal", acrescentou Gomperts.
http://www.istoe.com.br/assuntos/semana/detalhe/445787_
Nota do Moderador desse blog, sobre a materia em exposição


Julio Cesar disse:

Quando olho para tudo isso, e me pergunto: Porque?

Olhamos mais para dentro, e vamos descobrir o porque fazem de tudo para tirar Deus da vida humana. Sem Deus, o ser humano NÃO sabe amar de verdade. O nosso amor estar doente. Amamos a partir daquilo que o outro possa me dá. Quando não me serve mais, eu o descarto. Quando NÃO conhecemos a Deus, não sabemos quem somos, de onde viemos, e para onde vamos. Estamos sempre entregues a um mundo completamente desorientado, com pessoas manipuladas pelo demônio. E, com isso, elas vão adentrando em todos os lugares possíveis, com a cartilha do inferno, ensinando as mentiras, para quem ainda NÃO conhece a Deus.

Essas pessoas que estão por detrás desse programa de morte, elas passam para as mulheres, que elas são coisas sem vida, sem importância, e que não são amadas. Ou, que serão eles, os “verdadeiros amigos” que se importa com elas. Mas, que espécie de amigo é esse que deseja o mal de uma criança inocente. Se, esse “amigo” deseja a morte de seu filho, o que pensar de você então? O que essas pessoas querem, é diminuir a população no mundo, retirando pobres, indesejáveis. O que eles querem, é retirar o numero grande de Cristão que estão nascendo, e com isso, se diminui as vocações para a Santidade. O que eles querem, é fazer aquilo que o diabo deseja: Que o ser humano zombe de Deus. Que o ser humano, não se ame, e diga para Deus que ELE não presta. Eles querem que os seres humanos se destruam, e percam o céu.


De tudo o que li sobre o vírus zika, NÃO existe qualquer relação com a microcefalia. Aliás, a microcefalia pode vir de outros meios, inclusive de vacinas. Não é toa que, recentemente foram proibidas a administração da vacina HPV por apresentar efeitos colaterais nocivos as jovens que fazem seu uso. No Japão, ela foi proibida. E, tantos outros canais, como drogas podem levar a criança apresentar esse quadro. O que as mulheres precisam fazer, é ficarem calmas. Não se pode se inclinar a essas coisas, sem saber do resultado final. Não se pode matar uma criança porque ela apresenta limites. São esses limites que podem nos ensinar muito, a sermos verdadeiros homens e mulheres.

A SERVIÇO DA MORTE E DA NOVA ORDEM MUNDIAL: 'Aborto já é livre no Brasil. Proibir é punir quem não tem dinheiro', diz Drauzio Varella


Médico mais popular do Brasil, conhecido por quadros na televisão, vídeos em redes sociais e best-sellers como Estação Carandiru, Drauzio Varella é categórico quando o assunto é a interrupção de gestações. "O aborto já é livre no Brasil. É só ter dinheiro para fazer em condições até razoáveis. Todo o resto é falsidade. Todo o resto é hipocrisia."
Em entrevista por telefone, Varella critica qualquer enfoque religioso sobre o tema - que voltou ao noticiário junto à epidemia de zika vírus e aos recordes em notificações de microcefalia - e afirma que o cerne da discussão não está na moralidade, mas na desigualdade brasileira.
"Ninguém pode se considerar dono da palavra de Deus, intermediário entre deuses e seres humanos, para dizer o que todos devem fazer", diz. "Muitos religiosos pregam que o aborto não é certo. Se não está de acordo, não faça, mas não imponha sua vontade aos outros."
Como a BBC Brasil revelou na última quinta-feira, uma ação que pede a descriminalização do aborto em casos comprovados desta má-formação deve chegar ao Supremo Tribunal Federal, nos próximos dois meses. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), uma brasileira morre a cada dois dias por conta de procedimentos mal feitos e um milhão de abortos clandestinos seriam feitos no país todos os anos.


"A mulher rica faz normalmente e nunca acontece nada. Já viu alguma ser presa por isso? Agora, a mulher pobre, a mulher da favela, essa engrossa estatísticas. Essa morre."
Também segundo a OMS, cerca de 25 países já registram casos de zika. Apenas Brasil e Polinésia Francesa, entretanto, têm dados comprovando o aumento de casos de microcefalia em recém-nascidos.
Varella diz não ter opinião formada sobre o aborto neste caso específico. "Na microcefalia, o diagnóstico definitivo é feito em geral próximo ao 3º trimestre. Você pega um feto aos sete meses e ele está quase nascendo", diz. "Mas é lógico que eu respeito (qualquer decisão)."
"O importante é dar liberdade aos que pensam diferente", afirma o médico. "Essa é a questão fundamental do aborto."
Varella então levanta a pergunta: se a doação de órgãos em caso de inatividade cerebral tem aceitação popular, por que a retirada de um feto igualmente sem atividade cerebral é criticada?
Ele dá o exemplo de uma menina que sofre um acidente de moto e tem morte cerebral. "Ela pode, por lei, ter fígado, coração e rins retirados para doação, porque seu sistema nervoso central não está mais funcionando. O sistema nervoso central é o que determina a vida. Mas até o 3º trimestre de gravidez, não há nenhuma possibilidade de arranjo do sistema nervoso que se possa qualificar como atividade cerebral em qualquer nível, a não ser neurônios tentando se conectar."
Drauzio continua: "Muitos consideram que a vida humana começa no instante da fecundação. Mas, por esse raciocínio, a então vida começa antes, porque o espermatozoide é vivo e o óvulo também."

Religiosos e políticos

O médico faz críticas duras a quem argumenta contra o aborto a partir de princípios religiosos.
"O poder das igrejas católicas e evangélicas é absurdo", diz. "Mas não está certo a maioria impor sua vontade. Respeitar opiniões das minorias é parte da democracia. Tem que respeitar os outros, o modo dos outros de ver a vida."
À reportagem, Varella diz que discorda dos que culpam exclusivamente o governo pela epidemia.
"O estado brasileiro falha em muitos níveis. Mas não dá pra colocar a culpa toda no Estado, essa é uma visão muito passiva. Larga-se o pneu com água armazenada, deixa-se a água acumular na calha... Esta culpa é compartilhada, a sociedade tem uma fração importante nessa luta."
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/02/160201_drauzio_aborto_rs?ocid=socialflow_facebook
Nota do Moderador desse blog, sobre a materia em exposição


Julio Cesar disse:

"Ninguém pode se considerar dono da palavra de Deus, intermediário entre deuses e seres humanos, para dizer o que todos devem fazer", diz. "Muitos religiosos pregam que o aborto não é certo. Se não está de acordo, não faça, mas não imponha sua vontade aos outros."
"O poder das igrejas católicas e evangélicas é absurdo", diz. "Mas não está certo a maioria impor sua vontade. Respeitar opiniões das minorias é parte da democracia. Tem que respeitar os outros, o modo dos outros de ver a vida."

Esses são os argumentos mais pobres que já tenho visto até aqui. Não sei por que esse senhor resolveu ser medico. Aliás, isso é minha visão, e acompanhamento que faço: Existem muitas pessoas em busca de uma faculdade de medicina. Muitas dessas, inclusive chegam a ir para países onde seria mais fácil o ingresso. Agora, a grande procura, estar mais para o status, do que realmente salvar vidas.

Os médicos faze um juramento de Hipócrates para se manterem fieis a sua vocação de medico:

Eu juro por Apolo, o médico; e  por Asclépio, Higéia, Panacéia, tendo todos os deuses e deusas como minhas testemunhas que, de acordo com minha habilidade e julgamento, manterei este Juramento e este contrato:
Eu vou nutrir a mesma afeição que tenho para com meus pais àquele indivíduo que me ensinou esta arte, ser dele um parceiro na vida e preencher suas necessidades quando requisitado; considerar os filhos dele como iguais aos meus próprios irmãos, e ensinar-lhes esta arte caso desejem aprendê-la, sem pagamento ou contrato; e que através das regras, aulas e todos os demais métodos de instrução pré-estabelecidos, transmitirei um conhecimento da arte para meus próprios filhos e para os filhos de meus professores, e para os estudantes presos a este contrato e que proferiram este Juramento à lei da medicina, mas não a outros.
Também prescreverei regimes de estilo de vida que beneficiem meus pacientes, de acordo com minha melhor capacidade e julgamento, E EU NÃO VOU LHES CAUSAR MAL ou causar-lhes maus tratos.
Eu não darei droga letal para ninguém, caso isso me seja solicitado, nem aconselharei tal procedimento; e similarmente, não darei a uma mulher um pessário que lhe provoque um aborto.
Na pureza e de acordo com a lei divina, cumprirei minha vida e minha arte.
Eu não utilizarei a faca, nem mesmo naqueles que sofrem de cálculos, mas deixarei essa tarefa para aqueles que foram treinados nesta arte.
Em qualquer casa que eu vá, entrarei pelo benefício do doente, evitando qualquer ato voluntário de impropriedade ou corrupção, incluindo a sedução de mulheres ou homens, sejam eles livres ou escravos.
Qualquer coisa que eu veja ou escute nas vidas de meus pacientes, seja em conexão com minha prática profissional ou não, e que não convenham ser comentadas do lado de fora, eu manterei secretas, considerando todas essas coisas como privativas.
Contanto que eu mantenha este Juramento fielmente e sem corrupção, que me possa ser permitido partilhar plenamente da vida e da prática de minha arte, ganhando o respeito de todos os homens por todos os tempos. No entanto, caso eu transgrida e viole este Juramento, possa o contrário ser meu destino.

Logo de início, o Juramento invoca uma série de personagens da mitologia grega (e mais tarde romana). E é sobre esses personagens que o médico está jurando. Essas figuras mitológicas, NÃO tem nenhum peso na vida de ninguém. Não juram por Deus porque a ciência NÃO acredita em Deus, e prefere que o homem seja deus. As figuras mitológicas existem, porque jurar para Deus é entregar a sua vida, sua alma, ser comprometido com a verdade. O que esses ser mitológicos podem fazer? Nada. Com Deus o ser humano tem vida. Sem Deus não somos nada, e nem temos sentimento de amor para com o outro. Um amor verdadeiro e ordenado.

Esse senhor deseja a MORTE de muitos inocentes, sejam eles pobres ou ricos. Há um ser humano em plena formação, mesmo fragilizado, é um ser humano tem vida, tem alma. Não é somente uma questão religiosa, é uma questão moral. Não existe nenhuma evidencia COMPROVADA acerca da microcefalia e o vírus Zika. O que existe, é um grupo desumano, sem vida, sem amor ao outro, que deseja o seu fim. Há um grupo desumano que se acha “perfeito” demais, e não aceita quem é diferente, ou quem pode responder pela saúde com seus gastos.


O que esse senhor descreve, é extremamente imoral, mentiroso. Ele tenta manipular todas as coisas, querendo que as pessoas fiquem contra a Igreja Catolica, porque ela estar sendo retrograda, em NÃO permitir a MORTE de crianças inocentes. Retrogrado, é esse senhor, e toda nova ordem mundial. Vamos SIM defender a vida. O Brasil não pode ser um cemitério ao céu aberto. O Brasil NÃO pode ser mais uma terra de muitas cruzes. O Brasil é livre. A esquerda NÃO tem poder sobre essa nação. 

Amigos, nova mensagem do Papa nesta terça-feira. "Maria, Mãe de Jesus, ajudai-nos a transmitir as maravilhas do Senhor às pessoas que encontramos em nosso caminho".


Nota do Moderador desse blog, sobre a materia em exposição


Julio Cesar disse:

Milhões de fiéis nas Filipinas se reúnem na maior procissão eucarística da história


Peregrinos de mais de 70 países chegaram à ilha de Cebu, localizada ao sudeste de Manila, onde participarem de conferências, momentos de adoração eucarística e missas multitudinárias.

Cerca de cinco mil crianças receberam a Primeira Comunhão em uma emocionante cerimônia ao ar livre.

Entretanto, o momento principal do Congresso foi a procissão eucarística que reuniu dois milhões de pessoas nas ruas de Cebu, considerada como a maior procissão da história.

Os peregrinos encheram 5 quilômetros da rua em Cebu, eles seguravam suas velas acesas em uma festa de luz, fé, amor e esperança em torno a Cristo Eucaristia.
O Papa Francisco enviou um vídeo-mensagem no encerramento do Congresso Eucarístico Internacional, através do qual recordou que a Santa Missa também “transforma os corações” e “nos permite ser solícitos, proteger os pobres e vulneráveis, ser sensíveis ao grito de nossos irmãos e irmãs que estão passando por alguma necessidade”.
No vídeo, o Santo Padre recorda a visita que realizou ao país há um ano. “Pude constatar em pessoa a fé profunda e a capacidade de recuperação da população (por causa dos tufões). Sob a proteção do Santo Menino, o povo filipino recebeu o Evangelho de Jesus Cristo há uns 500 anos. Desde então, sempre deu ao mundo um exemplo de fidelidade e de profunda devoção ao Senhor e à sua Igreja”. 


http://www.acidigital.com/noticias/video-e-fotos-milhoes-de-fieis-nas-filipinas-se-reunem-na-maior-procissao-eucaristica-da-historia-94613/
Nota do Moderador desse blog, sobre a materia em exposição


Julio Cesar disse:

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O diabo do canal Fox: quando Satanás fica bonzinho


E se Lúcifer também tivesse um lado bonzinho? Na nova série da Fox, que estreou no último dia 25 de janeiro, o telespectador é levado a acreditar em um diabo que tirou férias do inferno. Sem os tradicionais chifres e caudas, em Lúcifer, o inimigo de Deus é apresentado como um galã sedutor e inteligente — os ingredientes necessários para atrair audiência, principalmente a feminina.
Lúcifer repete uma fórmula aparentemente já consagrada na dramaturgia americana: a exaltação dos vilões. Com uma dose de ironia e sagacidade, os pilantras da vez têm agradado mais ao público que os mocinhos, habitualmente apresentados como figuras ingênuas e frágeis. Até a Disney cedeu à tentação do mal. Na nova versão de A Bela Adormecida, por exemplo, a bruxa Malévola (que dá nome ao filme) é retratada como heroína e as três fadas não passam de velhas atrapalhadas e burras.
Mas não é só nos Estados Unidos que as coisas estão assim.
No Brasil, as redes sociais vibram a cada nova maldade ou frase impiedosa dita pelos antagonistas das principais novelas do país. Apesar do sucesso, há quem enxergue nisso tudo um problema grave. "O universo que as novelas abordam no meu modo de ver é um tanto quanto doentio demais, há muita glamourização do vilão, da maldade", criticou recentemente José Mayer, ele mesmo um conhecido ator global.
De fato, a dramaturgia tem o poder de ditar pensamentos, hábitos, maneiras de se vestir e de se comportar. É assim desde as tragédias gregas. E embora muitos insistam na chamada separação entre o "real e o fictício", a verdade é que essa distinção nem sempre acontece. Mais: o número de pessoas que tende a reproduzir o que vê na televisão é muito maior que o das que dizem fazer o tal discernimento. Prova disso é o mercado publicitário. As grandes marcas não hesitam em pagar cachês milionários para terem os artistas desses seriados em suas propagandas.
Quando o primeiro trailer da série Lúcifer foi divulgado, em meados de 2015, alguns entusiastas saudaram o lançamento com a frase "Viva o diabo". Com tom de brincadeira, o público deixou-se levar pela nova versão do maligno, que agora promete ajudar a prender criminosos. O enredo da série parte de um anjo decaído que, entediado com o determinismo de Deus, decide tirar férias em Los Angeles após demitir-se do cargo de "chefão do inferno". Em seu novo posto, ele se alia a uma policial para desvendar os crimes que afetam a famosa cidade dos anjos.
Imaginem uma adaptação moderna de Hitler, em que o nazista empedernido aparecesse mais politicamente correto e amiguinho dos judeus. A simples hipótese já nos causa asco. Por isso mesmo a nova série da Fox é de um profundo mau gosto. Em que pese a conversa de que esta versão nada tem que ver com o cristianismo, mas com um personagem de quadrinhos, seríamos profundamente ingênuos se negássemos a sua malícia.
Sigam o raciocínio: Lúcifer não é uma adaptação moderna de um personagem fictício qualquer, como em outros casos recentes; o demônio é uma entidade que, além de ser real para muitas confissões religiosas, está ligada ao que há de pior e mais perverso na humanidade: o pecado. E nesta série, esse personagem odioso é apresentado como uma figura redimida ou, ao menos, simpática. É preciso dar razão ao abaixo assinado que já circula no Estados Unidos, pedindo o cancelamento do programa.
Infelizmente, existem muitas pessoas que não creem na existência do diabo — mesmo teólogos e gente de dentro da Igreja. Por essa razão, o tema é frequentemente motivo de piada e zombarias (até Marchas para Satanás já fizeram). Ocorre que essa atitude imprudente é a mais desejada pelo inimigo, como fica claro no famoso livro de C. S. Lewis, Cartas de um diabo a seu aprendiz. Por brincadeira e desdém, uma porção de incautos consagra-se ao diabo sem se dar conta do que está fazendo. E os grandes promotores dessa onda de ocultismo são, em grande parte, os filmes, as músicas e outras formas de entretenimento, a princípio, inocentes. É o que explica o exorcista Padre Duarte Souza Lara:

Quem é o diabo?

A figura de Lúcifer, um anjo decaído, está presente em grande parte das religiões ou mitologias pagãs. "Demônio", "Satanás", "Belzebu": com frequência, a ele são atribuídos os mais diversos nomes. Para o credo cristão, porém, mais do que um personagem mitológico, a existência do diabo é uma verdade de fé. O Catecismo da Igreja Católica afirma o seguinte: "O Diabo e os outros demônios foram por Deus criados naturalmente bons; mas eles, por si, é que se fizeram maus" (n. 391).
As Sagradas Escrituras também falam dele por várias vezes. Só no Novo Testamento aparecem 511 referências ao anjo inimigo de Deus. Em um de seus confrontos, Jesus o chama de "homicida" ( 1 Jo3, 8) e "pai da mentira" (Jo 8, 44). No livro do Apocalipse, João escreve sobre uma luta no Céu entre o grande dragão e São Miguel Arcanjo, que acabou com a expulsão do outrora anjo de luz (cf. Ap 12, 9). Mas o que teria provocado essa guerra entre a então mais bela das criaturas de Deus e o humilde arcanjo Miguel?
A realidade é bem diferente da que propõe a Fox. Os Padres da Igreja ensinam que, antes de criar o ser humano, Deus criou as criaturas celestes. Dentre essas criaturas, a mais poderosa era Lúcifer, o anjo da luz. Esses anjos tiveram de passar por uma provação divina, uma espécie de teste, para que Deus visse a sinceridade do amor deles. Nessa provação, Lúcifer rebelou-se contra seu Senhor, desejando tornar-se igual a Ele, mas sem o auxílio da graça. Com efeito, sua decisão pelo mal tornou-se irrevogável, pois, incapazes de fazer penitência, os "que aderem ao mal de maneira imutável, a misericórdia divina não os liberta", como explica Santo Tomás de Aquino (cf. Suma Teológica, I, q. 64, a. 2). Não se trata de uma deficiência do amor de Deus, já que Ele continua a amá-lo. O diabo é quem, livremente, escolheu dar o grito non serviam para depois afundar no inferno.
Por outro lado, uma coisa é certa na série Lúcifer: neste mundo, o diabo não se mostra como aquela caricatura horrorosa, com chifres, cauda e tridente, que costuma aparecer nos vitrais de igrejas e outras obras de arte.
Lúcifer é mesmo muito bonito. E foi a beleza de seu fruto que hipnotizou Eva, enchendo seus olhos de malícia. Lúcifer é mesmo muito sedutor. E foi com sua voz aveludada que, por inveja do homem, ele conduziu nossos primeiros pais ao caminho da morte. Lúcifer é mesmo muito inteligente. E é com essa inteligência que ele continua a persuadir a muitos de sua inexistência, enquanto ganha os holofotes do mundoas ruas das grandes metrópoles e, sobretudo, os corações de tantas pessoas ingênuas que se deixam levar pelas suas ofertas.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere
https://padrepauloricardo.org/blog/o-diabo-do-canal-fox-quando-satanas-fica-bonzinho?utm_content=buffer801d5&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer
Nota do Moderador desse blog, sobre a materia em exposição


Julio Cesar disse: