quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

O zika vírus e a reascensão da eugenia



Não é novidade o pedido que alguns juristas e acadêmicos de Direito farão à Suprema Corte brasileira, requerendo um suposto "direito ao aborto" de crianças com microcefalia. Na década de 1930, na Alemanha, o programa nazista de extermínio de crianças deficientes (a Kinder-Euthanasie) incluía, entre as doenças genéticas passíveis de execução, a síndrome de Down, a paralisia, a hidrocefalia e, também, a microcefalia [1]. A princípio, o objetivo era matar as crianças com até 3 anos de idade. Mais tarde, o plano de Adolf Hitler se estenderia também aos adultos.
Certamente, Ana Carolina Cáceres – a brasileira de 24 anos, portadora de microcefalia, que se graduou recentemente em jornalismo – não teria sobrevivido ao regime nazista. Como ela, tampouco teriam passado as irmãs Ana Victória (16) e Maria Luiza (14), também portadoras da síndrome. Fossem concebidas hoje, porém, a vida dessas mulheres estaria em risco muito mais cedo: elas poderiam ser descartadas antes mesmo de nascerem.
Fora ou dentro do útero, no entanto, meses ou anos depois da concepção, são realidades meramente circunstanciais. Nada disso muda a essência do que os promotores do aborto, aproveitando-se do pânico gerado em torno do zika vírus, pretendem advogar junto ao Supremo Tribunal Federal: a ideia de que alguns seres humanos são mais dignos de viver do que outros.
O nome disso é eugenia.
Dar um novo nome às coisas não altera a sua substância, pelo que "saúde reprodutiva", "direito de escolha" e "controle de natalidade" não passam de eufemismos construídos para disfarçar a realidade.
Nem pode mudá-la o fato de algumas pessoas aparentemente esclarecidas estarem do lado de lá. Na verdade, quando o eugenismo surgiu na Europa, ainda no final do século XIX, muitos nomes de peso também deram sua aprovação à ideia, chegando a defendê-la pública e notoriamente: Winston Churchill, H. G. Wells e Bernard Shaw são apenas alguns exemplos. Francis Galton, um homem inteligente, responsável por cunhar a expressão "eugenia", chegou a falar dela como uma espécie de "nova religião". O entusiasmo pela coisa só pareceu cessar após a Segunda Guerra Mundial, quando as pessoas viram a que tudo isso realmente levava: pilhas de cadáveres em campos de concentração.
A essência dessa forma de pensamento, todavia, não está por trás só do pedido do aborto de microcefálicos, mas de todo o movimento pela legalização do aborto.
Como se sabe, o problema de quem defende essa prática não é com esta ou aquela má formação específica. Seja sob um viés feminista – como o defendido pela antropóloga Débora Diniz –, seja sob uma ótica aparentemente social – como a colocada pelo dr. Drauzio Varella –, o que se pretende é oaborto total, sem exceções. Por isso, perderíamos muito de nosso tempo tentando defender apenas os fetos microcefálicos quando, na verdade, quem está ameaçado em seu direito à vida são todos os nascituros, portadores ou não de microcefalia, sem ou com deficiência.
São eles as verdadeiras vítimas da eugenia moderna. Tratados como "cidadãos de segunda categoria" simplesmente porque não podem ser vistos – ainda que a ciência confirme a sua humanidade, desde a concepção. Considerados "indignos de viver" porque submetidos a uma liberdade total e irrestrita por parte da mulher – que deixa de arbitrar sobre o seu corpo para ter poder de vida e de morte sobre o próprio filho. Ameaçados, enfim, pelos próprios juristas e acadêmicos de Direito, que, passando por cima da lei natural e das leis de nosso país [2], deixam sem proteção a vida dos membros mais indefesos da nossa sociedade.
Tudo isso, aliado ao silêncio cúmplice de todos, forma um cenário que a humanidade já conheceu antes: tragicamente, os nossos tempos não são diferentes dos que precederam a barbárie nazista.
Mas, assim como algumas vozes se levantaram corajosamente contra a eugenia, antes mesmo que ela fosse aplicada na prática, também nós precisamos dar o nosso "grito" de alerta, antes que seja muito tarde. Como escreve o escritor britânico G. K. Chesterton, em seu livro profético Eugenics and other evils ("Eugenia e outros males"),
"A coisa mais sábia do mundo é gritar antes de ser ferido. Não é bom gritar depois, especialmente depois que você foi ferido de morte. As pessoas falam sobre a impaciência das multidões, mas os bons historiadores sabem que maior parte das tiranias só foi possível porque os homens reagiram muito tarde. Geralmente, é essencial resistir a uma tirania antes que ela exista. E não é resposta alguma dizer, com um vago otimismo, que a conspiração apenas está no ar. Um golpe vindo de um machado só pode ser evitado enquanto ainda está no ar." [3]
Por enquanto, parece que a conspiração está apenas no ar. Mas, de notícia em notícia, já é possível antever o golpe de machado que se aproxima de nossas cabeças. O alvo, leitor, são homens e são mulheres, são pobres e são ricos, são brancos e são negros – em suma, são os nossos filhos. Se não lutarmos por eles, ninguém o fará por nós.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere
https://padrepauloricardo.org/blog/o-zika-virus-e-a-reascensao-da-eugenia
Nota do Moderador desse blog, sobre a materia em exposição


Julio Cesar disse:

Reino Unido: autorização de modificação genética de embriões é eticamente gravíssima


MADRI, 03 Fev. 16 / 11:15 am (ACI).- A Autoridade de Embriologia e Fertilização Humana (HFEA) do Reino Unido permitiu que um grupo de cientistas do Instituto Francis Crick de Londres modifiquem geneticamente embriões humanos a fim de compreender melhor seu desenvolvimento. Tal prática foi considerada “eticamente gravíssima” por peritos.
Embora a instituição britânica tenha celebrado a decisão, o Instituto de Ciências da Vida da Universidade Católica de Valência (Espanha) a qualificou como “um fato eticamente gravíssimo” e de “utilitarismo” dos embriões humanos.
“Estão sendo utilizados como puro material experimental e isto, na minha opinião, é algo imensamente grave”, explicou Justo Aznar, diretor da instituição espanhola, ao Grupo ACI.
“Não podemos justificar uma decisão moral ou ética porque o fim é mais ou menos bom, mas pelos meios usados para chegar a este fim. E neste caso esta é uma experiência sem justificativa nenhuma eticamente”, afirmou Aznar.
Esta investigação é muito polêmica, especialmente pela possibilidade de que esta tecnologia derive em “bebês desenho”, ou seja, poderiam escolher certas características das crianças, as quais poderiam ser modificadas geneticamente conforme a vontade dos pais.
A técnica usada por estes cientistas seria a CRISPR/Ca9, a qual realiza alterações específicas nos genes para estudar os efeitos destas variações no desenvolvimento do embrião.
Além disso, os cientistas indicaram que em sua investigação não permitirão que os embriões cumpram seu ciclo de crescimento, mas os estudarão durante as primeiras etapas do desenvolvimento antes de serem destruídos.
Nesse sentido, Aznar manifestou seu desacordo pois “não existe a certeza de que esses embriões modificados sejam destruídos, porque poderiam continuar no laboratório e deixá-los viver com todas as consequências que poderia ter”.
Em seguida, sublinhou que, “no fundo desta questão, o mais importante é que devem admitir que a vida humana começa com a concepção e, portanto, destruir a vida em qualquer momento depois da fecundação é uma ação eticamente inadmissível”.
Por esta razão, Aznar exorta a fim de que este tipo de investigações seja feito com mamíferos e não com seres humanos em estado embrionário.
http://www.acidigital.com/noticias/reino-unido-autorizacao-de-modificacao-genetica-de-embrioes-e-eticamente-gravissima-34913/
Nota do Moderador desse blog, sobre a materia em exposição


Julio Cesar disse:

Ex-ministro da Saúde apoiará pedido de aborto legal por microcefalia no STF



O ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão (PSB-RJ) diz que apoiará a ação pelo direito legal ao aborto de fetos com microcefalia, que deve ser levada ao Supremo Tribunal Federal nas próximas semanas.

"Me coloquei à disposição (do grupo que levou a questão ao Judiciário) e vamos continuar em contato", diz Temporão, ministro entre 2007 e 2011, no segundo governo Lula. "Eu apoio que isso seja levado ao Supremo e que se levante a discussão."
Nas palavras do médico, atual diretor executivo do Instituto Sul-americano de Governo em Saúde (ISAGS), o projeto "já nasceria derrotado" caso a discussão acontecesse na Câmara dos Deputados. "Jamais passaria. Este é talvez o mais reacionário corpo de deputados e senadores da história republicana", diz.
Daí vem a escolha pelo poder Judiciário. "O Brasil vive um momento na política em que o cinismo, a mentira e a hipocrisia têm que terminar no contexto do aborto. Temos que enfrentar a realidade e deixar de fingir que não estamos vendo o que acontece. Abortos ilegais são feitos todos os dias nas camadas mais ricas da sociedade."
Como a BBC Brasil revelou na última quinta-feira, o mesmo grupo de advogados, acadêmicos e ativistas que articulou a descriminalização do aborto de fetos anencéfalos no STF, acatada em 2012, se organiza para levar ação similar à Suprema Corte em meio à epidemia de microcefalia que se espalha pelo país.
À frente da ação, a professora Debora Diniz diz que a interrupção de gestações "é só um dos pontos de uma ação maior", que também cobra políticas que erradiquem o mosquito Aedes aegipty, vetor do zika vírus, e garantias de acompanhamento e tratamento de crianças com deficiência ou má-formação por conta da doença.
'Que país é este?'

Durante seu mandato como ministro, Temporão defendeu publicamente, por diversas vezes, o direito à escolha pelo aborto legal como questão de "saúde pública". Na época, chegou a afirmar que a discussão era conduzida no país "de forma machista".

"A presidente Dilma nunca falou sobre o assunto e nenhum dos ministros que me sucedeu tocou no tema. Eu me arrisquei, botei meu rosto no debate e nunca recuei", diz hoje, se definindo como um "homem militante da causa feminista".
"A questão tratada nesta demanda ao Supremo se refere aos direitos da mulher", prossegue Temporão. "Caso seja comprovada esta relação entre zika e microcefalia, a mulher deve ter o direito de levar a gravidez adiante ou não."
O avanço da microcefalia e do zika vírus nas Américas foi declarado como emergência internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em reunião em Genebra nesta segunda-feira. Segundo a organização, o zika seguirá se alastrando rapidamente pelo continente e poderá afetar até 4 milhões de pessoas neste ano, com até 1,5 milhão de vítimas no Brasil.
A OMS ainda investiga a "potencial" relação entre o vírus e os casos de microcefalia, diz Bruce Aylward, diretor-executivo da instituição.
"Nesta etapa, o que precisamos é obter mais evidências científicas e de saúde pública que deem substância à questão que irá ao Supremo", argumenta Temporão. "Há robustas evidências epidemiológicas e clínicas, mas ainda não há comprovação determinada e absoluta. Por isso coloquei que é muito importante ouvir e ler mais sobre o tema."
O ex-ministro, que atendeu ao telefonema da reportagem em um hotel em Quito, no Equador, cita diversas o médico Drauzio Varella, que afirmou à BBC Brasil nesta terça-feira que a proibição do aborto no Brasil "pune quem não tem dinheiro".
"Que país é este que faz vista grossa para que a classe média faça o aborto e coloca na cadeia aquelas que ousam fazer, mas são pobres?", indaga Temporão, afirmando que o Brasil e a maioria dos países da América Latina estão entre os "mais atrasados do mundo" na legislação sobre o aborto legal.
'Falsa impressão'

Para o médico, que não quis comentar a gestão do atual ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB-RJ), "é um absurdo que a sexta economia do mundo tenha índices tão altos de infestação" pelo vírus.

"Basta comparar bairros mais ricos e mais pobres, a diferença (na incidência da doença) é gritante. Isso coloca em risco de maneira diferenciada essas mulheres", afirma.
Temporão afirma que haveria "uma falsa impressão" de que epidemia seria fruto da "negligência das pessoas". Para o ex-ministro, a principal culpa é do Estado, que não ofereceria "coleta de lixo, fornecimento correto de água e esgotamento sanitário" de forma adequada.
"Cerca de 80% dos focos no Nordeste não estão lá por culpa das famílias. Elas não têm acesso a água de forma contínua, por isso estocam. O Brasil enfrenta surtos permanentes de zika, dengue e chikungunya há 30 anos porque estas questões não foram atacadas."
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/02/ex-ministro-da-saude-apoiara-pedido-de-aborto-legal-por-microcefalia-no-stf.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1


Brasil tem 404 casos confirmados de microcefalia




Os casos confirmados de microcefalia no Brasil subiram para 404, segundo boletim do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira. No último levantamento, anunciado na semana passada, o número de registros confirmados de microcefalia era de 270. Outros 3.670 casos suspeitos ainda estão sendo investigados pelas autoridades, e 709 foram descartados. As notificações foram registradas desde o início das investigações, em outubro, até 30 de janeiro.

Do total de casos confirmados de microcefalia, dezessete já foram relacionados ao vírus zika através de exames. "O Ministério da Saúde está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central, informados pelos Estados e a possível relação com o vírus zika e outras infecções congênitas", diz o balanço.

Segundo o levantamento, o país também registrou quinze mortes de bebês com microcefalia ou outra alteração no sistema nervoso - em cinco deles, o vírus zika foi detectado no tecido fetal. Outros 56 óbitos estão em investigação.

Segundo o informe, os 404 casos de microcefalia foram registrados em 156 municípios de nove Estados brasileiros. A região Nordeste concentra 98% das cidades com casos confirmados e o Estado do Pernambuco continua com o maior número de municípios com ocorrências de microcefalia (56), seguido dos Estados do Rio Grande do Norte (31), Paraíba (24), Bahia (23), Alagoas (10), Piauí (6), Ceará (3), Rio de Janeiro (2) e Rio Grande do Sul (1).

Emergência - Na segunda-feira, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou emergência sanitária internacional por causa do avanço do zika e sua provável relação com casos de microcefalia. A entidade anunciou a criação de uma unidade global para conter o surto e manifestou seu temor de que a epidemia se estenda pela África e a Ásia. A América do Sul é até o momento a região com maior número de casos de zika, particularmente o Brasil, com mais de 1,5 milhões de infectados desde abril, e a Colômbia, com 22.000 casos.

(Com Estadão Conteúdo)

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/brasil-tem-404-casos-confirmados-de-microcefalia

Nota do Moderador desse blog, sobre a materia em exposição


Julio Cesar disse:

Convido a você caro leitor, seja quem for, e de onde vier, a nos determos nessas duas leituras, para entendermos o que estar acontecendo. Pegamos por primeiro, a matéria sobre o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão (PSB-RJ). O ex-ministro assim o mesmo declara:

O projeto "já nasceria derrotado" caso a discussão acontecesse na Câmara dos Deputados. "Jamais passaria. Este é talvez o mais reacionário corpo de deputados e senadores da história republicana", diz. Daí vem a escolha pelo poder Judiciário. O Brasil vive um momento na política em que o cinismo, a mentira e a hipocrisia têm que terminar no contexto do aborto. Temos que enfrentar a realidade e deixar de fingir que não estamos vendo o que acontece. Abortos ilegais são feitos todos os dias nas camadas mais ricas da sociedade.


Porque o projeto de morte NÃO passaria na câmara e no Senado Federal? Porque o dito cidadão nos considera reacionários, fundamentalistas, “atrasados”, e a maioria de nossas representantes SÃO CRISTÃOS. Por isso, eles vão para mesma via de outrora, na qual, deram razão para o aborto de encéfalos:  O STF. O dito cidadão diz também que, O Brasil vive um momento na política em que o cinismo, a mentira e a hipocrisia têm que terminar no contexto do aborto. Concordo em gênero, numero e grau com ele. Realmente, O Brasil vive um momento na política em que o cinismo, a mentira e a hipocrisia têm que terminar no contexto do aborto. O Brasil tem que terminar protegendo a vida, e não realizando aborto, não realizando a morte de crianças. O Brasil NÃO pode seguir a mesma linha do diabólico e doentia de Hitler, de separar somente os melhores, os mais loros, de olhos azuis, os mais belos, enquanto aqueles pobres, e desprovidos de beleza aos nossos olhos, precisam ser descartados.

Essas crianças merecem viver. Essas crianças merecem ir até o final de suas vidas, estando o estado a gente, oferecendo toda qualidade de vida. Mas, para isso, precisa limpar a maquina publica, expurgando da vida publica, partidos e políticos corruptos. Não temos o direito de mata-las. Essas crianças merecem todo o respeito como qualquer outra pessoa. Não nos foi dado o direito de decidir quem vive ou quem morre. Não cabe ao estado querer matar, ou dizer quem deve viver. O estado deseja tirar mais um peso dele. Todo pobre, demanda dinheiro e atenção do estado. O estado sem dinheiro não sobra para os tríplex da vida.

Segundo o ex-ministro, e a OMS citam o seguinte: "Caso seja comprovada esta relação entre zika e microcefalia, a mulher deve ter o direito de levar a gravidez adiante ou não." – Caso seja. O que se pode ler e entender até aqui é que, NÃO é algo comprovado. O que temos, é uma suposta relação

A OMS ainda investiga a "potencial" relação entre o vírus e os casos de microcefalia, diz Bruce Aylward, diretor-executivo da instituição. "Nesta etapa, o que precisamos é obter mais evidências científicas e de saúde pública que deem substância à questão que irá ao Supremo", argumenta Temporão. "Há robustas evidências epidemiológicas e clínicas, mas ainda não há comprovação determinada e absoluta. Por isso coloquei que é muito importante ouvir e ler mais sobre o tema."

Na segunda reportagem, vemos o desencontro de informações. Uma hora é uma coisa. Depois é outra, e volta a ser nada ainda:

Os casos confirmados de microcefalia no Brasil subiram para 404, segundo boletim do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira. No último levantamento, anunciado na semana passada, o número de registros confirmados de microcefalia era de 270. Outros 3.670 casos suspeitos ainda estão sendo investigados pelas autoridades, e 709 foram descartados. As notificações foram registradas desde o início das investigações, em outubro, até 30 de janeiro.

Na reportagem nos diz que temos confirmados 404 casos de microcefalia. No último levantamento, anunciado na semana passada, o número de registros confirmados de microcefalia era de 270. Outros 3.670 casos suspeitos ainda estão sendo investigados pelas autoridades, e 709 foram descartados.

Acontece que, nesses muitos casos, estão descartando a real posição que levou, ou estar levando um surto de microcefalia:

  • Malformações do sistema nervoso central
  • Diminuição do oxigênio para o cérebro fetal: algumas complicações na gravidez ou parto podem diminuir a oxigenação para o cérebro do bebê
  • Exposição a drogas, álcool e certos produtos químicos na gravidez
  • Desnutrição grave na gestação
  • Fenilcetonúria materna
  • Rubéola congênita na gravidez
  • Toxoplasmose congênita na gravidez
  • Infecção congênita por citomegalovírus.


Do total de casos confirmados de microcefalia, dezessete já foram relacionados ao vírus zika através de exames.  Os exames apenas mostram que o vírus estava na placenta, e NÃO que tenham qualquer relação com a microcefalia, como cita a OMS:

Vamos aos pontos das reportagens da BBC BRASIL:
O porta-voz da Organização Mundial de Saúde (OMS) em Genebra, Christian Lindmeier, afirma que a organização e o Brasil não podem se comprometer com uma recomendação desse tipo porque a relação entre a zika e a microcefalia ainda não está completamente esclarecida.
"Pela evidência que temos em mãos, existe a sugestão de uma associação entre zika e microcefalia, mas há muitas coisas que ainda não foram estabelecidas e que precisamos saber. A microcefalia pode ser causada por impactos ambientais, metais pesados, herbicidas, pesticidas, síndromes genéticas, infecções, álcool, drogas, vacinas. E esses podem ser cofatores na má-formação, pois tivemos surtos de zika anteriormente, mas não tivemos microcefalia." - Por que o Brasil não segue outros países que desaconselham gravidez por risco de microcefalia-

Relação entre microcefalia e zika só foi descoberta graças ao Brasil, diz órgão de saúde europeu

A Organização Mundial de Saúde ainda não reconhece o vínculo entre o vírus e a microcefalia como sendo de causa, porque, segundo a organização, outros fatores não podem ser excluídos. Em entrevista à BBC Brasil, o porta-voz da OMS Christian Lindmeier disse que "pela evidência que temos em mãos, existe a sugestão de uma associação entre zika e microcefalia, mas há muitas coisas que ainda não foram estabelecidas e que precisamos saber".
"A microcefalia pode ser causada por impactos ambientais, metais pesados, herbicidas, pesticidas, síndromes genéticas, infecções, álcool, drogas, vacinas. E esses podem ser outros cofatores na má-formação."


A reportagem, a matéria NÃO consegue fechar a relação entre o vírus e a microcefalia, porque de fato, NÃO existe. Não existe qualquer linha acerca disso. O que podemos ver, é uma linha sem fundamento, para aprovar o aborto. As outras relações, NÃO estão em exposição, porque querem pegar um único e suposto vetor para tentar chegar aos objetivos rápidos, já que as outras ações, foram ou continuam sendo derrotadas.

Vamos alguns pontos interessantes:

ÁFRICA/QUÊNIA - “A campanha antitetânica esconde um projeto de esterilização das mulheres?” questionam os Bispos.




Nairóbi - “Queremos clareza sobre a campanha de vacinação antitetânica”, pedem os Bispos do Quênia, que temem que a profilaxia esconda uma campanha de esterilização forçada de mulheres em idade fértil.

Segundo informa a Agência CISA de Nairóbi, em uma coletiva de imprensa em Nairóbi, Dom Paul Kariuki Njiru, Bispo de Embu e Presidente da Comissão Pastoral para a Saúde da Conferência Episcopal do Quênia, questiona porque a campanha nacional antitetânica se dirija a jovens e mulheres de 14 a 49 anos, excluindo meninas menores de 13 anos e a população de sexo masculino. Dom Kariuki Njiru informou que exames de laboratório realizados a pedido da Igreja relevaram que a vacina antitetânica usada na campanha de março de 2014 continha a subunidade Beta HCG. Tal substância, combinada com a vacina antitetânica, torna-se, na realidade, uma vacina contra a gravidez. Uma metodologia semelhante foi utilizada em precedentes campanhas antitetânicas nas Filipinas, na Nicarágua e no México.

O Bispo afirma que se trata de um “instrumento de controle permanente da população” e questiona porque o Ministro da Saúde não tenha envolvido a Igreja católica na campanha antitetânica, visto que – frisou – “nossa contribuição é relevante no campo da saúde neste país”. “Fomos envolvidos e continuamos ativos em outras campanhas de vacinação ‘seguras’. O que o Ministro está escondendo neste caso?” questiona o responsável da Pastoral da Saúde da Conferência Episcopal. A Igreja católica no Quênia administra 58 hospitais, 83 centros de saúde, 311 postos de saúde e 17 escolas médicas e de enfermagem.


Procuradoria quer proibir vacina contra o HPV em todo o País



O Ministério Público Federal em Minas Gerais ajuizou ação civil pública pedindo que a Justiça Federal proíba a rede pública de Saúde de aplicar a vacina contra o HPV em todo o território nacional. A ação também pede a nulidade de todos os atos normativos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que autorizaram a importação, produção, distribuição e comercialização da vacina no País. A ação foi distribuída para a 2ª Vara Federal de Uberlândia.


Segundo a ação civil pública, não existe comprovação de que a vacina seja eficaz contra o câncer de colo de útero, além de não haver estudos apontando seus efeitos colaterais.


Além da proibição da vacina, a Procuradoria da República pede a suspensão de qualquer campanha de vacinação, inclusive por meio de propaganda em veículos de comunicação. O Ministério Público Federal requereu também que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) seja condenada a publicar resolução tornando a aplicação da vacina proibida em todo e qualquer estabelecimento de saúde, público e particular.


"O fundamento do pedido está no fato de que não foram realizados estudos que comprovem a eficácia ou apontem os efeitos colaterais da vacina, incluída no calendário anual de imunizações da população brasileira há cerca de dois anos", diz nota publica no site da Procuradoria nesta quinta, 17.


O HPV é causador do câncer de colo de útero, terceiro tumor que mais mata mulheres no Brasil. A cada ano, 15 mil novos casos da doença são identificados e 5 mil mulheres morrem. Para que seja efetiva, a vacina deve ser administrada em três doses, sendo a segunda e a terceira aplicadas seis meses e cinco anos depois da primeira.


Em 2013, o Ministério da Saúde anunciou a inclusão da vacina contra o papilomavírus (HPV) ao calendário do Sistema Único de Saúde (SUS), como medida complementar às demais ações preventivas do câncer de colo de útero, entre elas, a realização do exame Papanicolau e o uso de preservativo nas relações sexuais.


Em julho deste ano, a Anvisa aprovou resolução retirando o limite de idade para a vacina, que poderá ser aplicada em todas as mulheres que tenham mais de nove anos.


"A decisão de fornecer a vacina contra o HPV é temerária, até porque desde que passou a ser aplicada em vários países, mais de dois mil efeitos colaterais foram registrados. O governo japonês, por exemplo, retirou seu apoio para vacinas HPV, em face do relato de inúmeros efeitos colaterais que vão desde de dor, paralisia, alterações do funcionamento do coração, alterações do sistema imunológico, dos sistemas de coagulação do sangue, dos sistemas respiratório, nervoso e digestivo, até dores musculares e infertilidade", afirma o procurador da República Cléber Eustáquio Neves, autor da ação.


A Procuradoria afirma que o assunto chamou a atenção do Ministério Público Federal a partir da representação feita pela mãe de uma adolescente, que, após receber a vacina, teria desenvolvido problemas de saúde, com sequelas definitivas.


"No curso do procedimento instaurado para investigar os fatos, o MPF ouviu um neurocirurgião da cidade de Uberlândia/MG, que relatou a ocorrência, em pacientes que haviam tomado a vacina contra o HPV, de quadros clínicos neurológicos, como esclerose múltipla, neuromielite ótica, mielites, paraplegias, tumor de medula espinhal, lesões oculares, déficit visual, déficit de memória e aprendizado, pseudotumor cerebral e trombose venosa cerebral", afirma nota do Ministério Público Federal.


"Na opinião do médico, a afirmação de que a vacina previne o câncer é "especulativa", já que ela teve seu uso clínico iniciado em 2006 e o câncer de colo de útero demora cerca de 10 anos para se manifestar. Além disso, segundo ele, os estudos a favor do uso da vacina teriam sido realizados por pesquisadores que recebem honorários do fabricante, o que retiraria a imparcialidade científica dos trabalhos."


O Município de Uberlândia, que é réu na ação juntamente com a União, o Estado de Minas Gerais e a própria Anvisa, deverá recolher todos os lotes do medicamento e devolvê-los ao Ministério da Saúde.

A Procuradoria pede a condenação da União e da Anvisa por dano moral coletivo, em virtude de terem disponibilizado "vacina que, de fato, não protege as mulheres contra o câncer de colo de útero".

http://www.istoe.com.br/reportagens/443312_PROCURADORIA+QUER+PROIBIR+VACINA+CONTRA+O+HPV+EM+TODO+O+PAIS