sábado, 28 de março de 2015

Saiba como lidar com a tentação

Quanto mais repletos do Espírito Santo estivermos e quanto mais trabalharmos para o Senhor, tanto mais atacados seremos pela tentação
Permita-me dizer que o inimigo teve a “cara de pau” de tentar o próprio Jesus. Veja esse fato no Evangelho de São Lucas:
“Jesus, repleto do Espírito Santo, voltou do Jordão e estava no deserto, conduzido pelo Espírito, durante quarenta dias, e era tentado pelo diabo” (Lc 4, 1-2a).
Repare em que momento o diabo tentou Jesus: quando Ele estava repleto do Espírito Santo. Essa tentação aconteceu durante os quarenta dias que Cristo viveu no deserto. O Espírito Santo conduziu Jesus até lá para ser tentado pelo demônio, a fim de que todos soubéssemos: quanto mais escolhidos, tanto mais somos tentados pelo demônio. Quanto mais repletos do Espírito Santo estivermos e quanto mais trabalharmos para o Senhor, tanto mais atacados seremos pela tentação.
Depois de convertidos a Deus, podemos pensar que a tentação e o pecado não nos atingirão mais, pois o diabo já ficou para trás. Grande ilusão! Quanto mais crescermos espiritualmente, tanto mais a tentação nos atormentará, e mais sutil, enganadora, suja e covarde ela será.
A tentação pela qual Jesus passou é a mesma pela qual passam todos os guerreiros de Deus. Vamos analisar cada uma das tentações de Jesus:
Saiba como lidar com a tentação
“Não comeu nada durante aqueles quarenta dias e, decorrido esse tempo, sentiu fome. Ora, o diabo lhe disse: ‘Se tu és Filho de Deus, ordena a esta pedra que se transforme em pão’. Jesus lhe respondeu: ‘Está escrito: Não só de pão viverá o homem'” (Lc 4,2b-4).
A primeira tentação que Jesus sofreu foi na parte biológica; Ele estava com fome. O inimigo tem prazer em nos atacar pelos sentidos. Ele nos pega pela gula do comer e do beber, pega-nos pelos aromas, por todas as formas do sentir, principalmente pela sexualidade. Vivemos num ambiente repleto de sensualidade. É como se tivéssemos esquecido o gás aberto em casa. Para dissipá-lo, é preciso tomar muito cuidado. Não se pode produzir nenhuma faísca, muito menos riscar um fósforo no ambiente, senão explode tudo; e a primeira pessoa a ser atingida é você. Infelizmente, hoje, o ar em que vivemos está carregado desse “gás”.
Estamos cercados por um clima de sensualidade que nos atinge pelos olhos, ouvidos e por todos os nossos sentidos. O ambiente está formado, nossa natureza reage e o inimigo investe pesado nela. Na hora em que você “der bobeira” e “riscar o fósforo”, vai explodir tudo e pegar fogo. Nenhum de nós pode facilitar, homem ou mulher, jovem ou idoso. Todos somos vulneráveis.
Sobre nossos sentidos, devemos dar atenção especial aos olhos. Precisamos mortificar nossos olhos, porque pecamos muito por meio deles. O pecado entra pela visão, mas atinge em cadeia a fantasia, os sentimentos, a vontade e nossos atos. Ou os combatemos ou eles tomam conta de nosso ser!
Padre Raniero Cantalamessa diz que Deus nos deu os olhos para ver, mas nos deu também as pálpebras para fechá-los. Se não for possível os fechar, pelo menos desvie os olhos.
Quanta sensualidade entra também por nossos ouvidos por intermédio das músicas, piadas e conversas! Precisamos igualmente “fechar” nossos ouvidos. Ou mortificamos nosso homem velho na carne, ou nos arruinamos.
Em questão de sexualidade, o segredo é fugir da ocasião. É o que acontece com as bactérias: se há alimento e clima, elas se alastram, multiplicam-se rapidamente e acontece a infecção, a doença. Basta ter alimento e clima. Mas para que isso não aconteça, você precisa tirar uma coisa e outra. Da mesma forma, a única maneira de vencer nossa sexualidade é não a alimentar com vídeos, filmes, novelas, músicas, revistas, piadas etc.
A mortificação não é tão difícil quanto se pensa. Pode-se mortificar a gula, renunciando ao cafezinho, ao refrigerante, à bebida, aos doces e ao cigarro, por exemplo.
“Não te deixes arrastar por teus desejos, e refreia a tuas concupiscências. Se concederes a satisfação de teus desejos, isto fará de ti o escárnio de teus inimigos. Não ponhas tua alegria numa vida de prazer, e não te obrigarás a pegar-lhe os custos” (Eclo 18,30-31).
(Artigo extraído do livro “Combatentes na provação” de monsenhor Jonas Abib).
http://padrejonas.cancaonova.com/informativos/artigos/saiba-como-lidar-com-a-tentacao/
Nota do Moderador desse blog, sobre a materia em exposição

Julio Cesar disse:

Compreenda o perdão que Cristo nos dá na cruz

Jesus Cristo pagou nossa dívida do pecado, com seu sangue na cruz
Nós estamos tocando na realidade fundamental do Cristianismo. O Senhor teria muitos meios para nos salvar, mas Ele quis nos salvar pela cruz.
Naquele tempo, os gregos buscavam a sabedoria, pois para eles essa virtude resolveria tudo; já os judeus buscavam a lei. Deus, ao contrário, não quis salvar o mundo, a sabedoria nem a lei, mas a “loucura” (aos olhos do mundo) da cruz.
“Em verdade, ele tomou sobre si as minhas enfermidades, e carregou os meus sofrimentos: e eu o reputava como um castigado, ferido por Deus e humilhado”.
Dessa forma, temos aqui a verdade fundamental do Cristianismo: Jesus assumiu todos os nossos pecados e os pregou na cruz. Aí está o bonito, o Senhor assumiu sobre si os nossos pecados. Depois, ao assumi-los, não sofreu somente na cruz, mas já durante a prisão.
Muitas vezes, nós olhamos somente para a crucificação. Claro que é uma coisa bárbara o que fizeram, mas não foi só isso. Veja: Cristo assumiu sobre Si os nossos pecados, levou-os para a cruz e ali os apagou. Deixe-me lhe dizer: os nossos pecados já não nos pertencem.
Os nossos pecados passados já foram assumidos pelo Senhor na cruz; mais ainda: os pecados futuros também já foram assumidos por Ele. Até mesmo o último pecado da nossa vida já foi assumido pelo Senhor! Nós estamos na verdade fundamental do Cristianismo: Jesus assumiu sobre si todos os nossos pecados, tanto os pecados passados como os presentes e até mesmo os futuros. Ele os crucificou na cruz, por isso é fácil adquirir o perdão d’Ele.
Compreenda o perdão que Cristo nos dá na cruz
No livrinho “Curados para amar”, eu apresento a seguinte explicação:
“Eu sei que você que é motorista precisa dirigir bem e realizar seu trabalho. Mas sei, também que você não é um bom motorista, por isso, com o tempo, você vai cometer erros como arranhar o carro, acidentes, receber multas, pagar consertos do seu carro. Só que, sabendo disso, amando muito você, eu vou ao banco e deposito uma quantia muito grande que será o suficiente para cobrir esses casos; então, pego-a e a ponho na sua mão. Assim, dali para frente, todos os seus acidentes de trânsito já estarão pagos. É preciso que você reconheça mais uma vez a sua culpa e veja a realidade: que agora você tem uma dívida, mas também que já tem o dinheiro para pagá-la”.
Gente, foi isso que Jesus nos fez por meio de Sua Morte: Ele pagou as nossas dívidas [pecados]! Dê uma olhadinha no estrago que você fez na vida de outros, mas graças a Deus, muito mais que um talão de cheques, Jesus Cristo pagou nossa dívida com seu Sangue na Cruz, como alguém que assume a dívida dos outros. Por isso “Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós” (I João 1, 8).
É claro que você não quer pecar, mas peca. Adianta negar que não pecou? Não! Jesus está nos ensinando que basta ter humildade em reconhecer o nosso pecado. Na hora em que o reconhecemos, Deus aí está – fiel e justo para nos perdoar, como nos ensinam as Sagradas Escrituras.
Eu me encanto sempre com o gesto da Luzia, pois ela tem um carinho muito grande com o Cristo crucificado. Quando o crucifixo chegou aqui ela logo se pôs a beijar as chagas de Jesus. Faça o mesmo: ponha-se diante da cruz, mergulhe fundo no lado aberto de Jesus. Essa chaga está eternamente aberta; entre no coração de Cristo, não se esconda! A primeira coisa que carregamos dentro de nós é o sentimento de culpa. Imediatamente o demônio começa a nos acusar, colocando em nós o sentimento de vergonha para que não reconheçamos o perdão de Deus. Sendo assim, no lugar de arrependimento começamos a sentir remorso. Quantas pessoas ainda hoje se acusando de acidente de trânsito que sofreram! E por outras coisas… Enquanto eu estou falando o Senhor está usando “azeite” e “vinho” para o curar.
Talvez muitas coisas, neste momento, estejam borbulhando dentro de você, mas saiba que não são para que você se acuse, mas para que aconteçam a cura e a libertação.
O supremo Amor nos salvou e nos curou para que possamos amar. É isso que queremos: ser curados para amar.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

http://padrejonas.cancaonova.com/informativos/artigos/compreenda-o-perdao-que-cristo-nos-da-na-cruz/

Nota do Moderador desse blog, sobre a materia em exposição

Julio Cesar disse:

Que família o Brasil quer?

Dez anos depois de uma longa batalha judicial, o Supremo Tribunal Federal (STF) publicou neste mês uma decisão inédita, que reconheceu o direito de um casal homossexual de adotar crianças. O educador Toni Reis, seu marido, o tradutor David Harrad, e os três filhos, Alysson de 14 anos, Jéssica, de 9 anos, e Felipe, com 8 anos, foram finalmente considerados uma família. O posicionamento favorável da corte endossou o julgamento histórico de 2011, no qual o então presidente do STF, Carlos Ayres Britto, ressaltou que a Constituição Federal não distingue a família heteroafetiva da família homoafetiva. A decisão, considerada emblemática, abrirá precedentes para outros casais homossexuais que desejem adotar. “Se a Justiça começou a admitir é porque se trata se um comportamento já consolidado na sociedade”, diz a jurista Maria Berenice Dias, do Instituto Nacional de Direito da Família (Ibdfam). Na contramão do caminho que vem percorrendo o Judiciário, que está na vanguarda do Direito de Família, o Poder Legislativo criou recentemente uma comissão especial para discutir o projeto de lei conhecido como Estatuto da Família, que define a entidade familiar como “um núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher.” Mas, afinal, o que pensa a sociedade brasileira sobre a configuração familiar do século XXI?
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IDENTIDADE
Toni Reis (à esq.), os filhos Alysson e Jéssica, o marido David Harrad,
e o caçula Felipe: "Ganhei meu marido e meus filhos, agora me sinto um
cidadão pleno, que acredita nas instituições. Temos o poder
máximo do Judiciário como nosso guardião"
A reação dos brasileiros em relação aos diferentes tipos de família também pode ser medida após a exibição de uma cena amorosa, protagonizada pelas atrizes Fernanda Montenegro e Nathália Timberg, ambas com 85 anos, na novela “Babilônia”, da Rede Globo. A reações com o beijo gay ultrapassaram as redes sociais e fizeram a Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional divulgar uma nota de repúdio. “A telenovela tem a clara intenção de afrontar os cristãos em suas convicções e princípios, querendo trazer para quase toda a sociedade brasileira o modismo denominado por eles de ‘outra forma de amar’”. A nota diz, ainda, que a cena ataca diretamente a ‘família natural’. “Trata-se de uma visão repleta de preconceito”, diz a psicóloga Célia Mazza de Souza. “Sempre que estamos próximos de mudanças, enfrentamos resistências e, nesse caso, a reação se potencializou por se tratar de duas idosas, o que gerou duplo preconceito.” Para Célia, a sociedade ocidental viveu durante muito tempo sob a influência do patriarcado, quando apenas o pai era o provedor e o chefe da família. “Os arranjos que se vêem hoje não são decorrentes de uma crise na instituição familiar, são um reflexo de mudanças na sociedade.”
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IBOPE
Nathália Timberg e Fernanda Montenegro no beijo
da discórdia: reação preconceituosa e conservadora
A história de Toni Reis e David Harrad é um exemplo dessas mudanças. Ela começou em 2005, quando o casal entrou com pedido de adoção junto à Vara da Infância e Juventude de Curitiba. O juiz se manifestou favorável à decisão, mas impôs restrições. As crianças adotadas deveriam ser meninas e terem mais de dez anos de idade. Tempos depois, a ministra Carmen Lúcia negou o recurso extraordinário do Ministério Público. “Delimitar o sexo e a idade da criança a ser adotada por um casal homoafetivo é transformar a sublime relação de filiação em ato de caridade provido de obrigações sociais e totalmente desprovido de amor e comprometimento”, afirmou a relatora do caso. “A decisão mostrou que o conceito de inclusão foi reconhecido pela Justiça, ainda que o Congresso tente engessar pessoas dentro de um modelo único”, afirma Maria Berenice, do Ibdfam. “O direito à paternidade mudou minha concepção sobre tudo”, diz Reis. “Essa decisão vai ser uma referência para outras instâncias, não podemos ter leis apenas para um tipo de família.”
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De acordo com o IBGE, existem no Brasil 3.701 casamentos entre cônjuges do mesmo sexo. Apesar do número expressivo, o projeto de lei de autoria do deputado Anderson Ferreira (PR/PE) propõe que esse grupo não seja considerado família. “O Estatuto tem como objetivo garantir o que está na Constituição, os valores estão invertidos e a maioria da sociedade não está aceitando isso”, diz. “O movimento LGTB tenta embutir um novo formato de família como se fosse o padrão.” Embora exista uma parcela da sociedade mais conservadora, as diferentes configurações familiares estão cada vez mais corriqueiras. “Existem mães solteiras, uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo, casamentos, famílias multiparentais, por isso a lei não pode limitar o reconhecimento que já existe na prática”, afirma Suzana Viegas, professora de Direito Civil da Universidade de Brasília. “A família não pressupõe necessariamente laços sanguíneos.” Os poderes refletem uma divergência que ainda hoje divide o País. O antropólogo da Universidade Federal da Bahia, Luiz Mott, considera que o Estatuto da Família pode representar um retrocesso. “É inaceitável que modelos antiquados como esse sejam levados adiante”, afirma. “Mesmo com a onda conservadora, a sociedade consegue reagir com manifestações públicas em momentos que a intolerância fica escancarada. O mundo caminha para a diversidade.” 
http://www.istoe.com.br/reportagens/411249_QUE+FAMILIA+O+BRASIL+QUER+
Nota do Moderador desse blog, sobre a materia em exposição

Julio Cesar disse:

Vamos lá:

Vou ajudar a revista com a sua pergunta, respondendo ela: O que o Brasil precisa é de Deus, conhecer a Deus. As famílias precisam conhecer a Deus. Quando se conhece verdadeiramente a Deus entendemos que, fomos criados para o amor, para a Santidade, e não para o pecado.

Quando conhecemos a Deus, conhecemos a nós mesmo, quem somos, o porquê fui criado. Somos imagem e semelhança de Deus. Deus nos criou homem ou mulher. Deus, não optou por outra forma de ser. Isso não quer dizer que, Deus não ama os homossexuais. Deus ama a todos. Deus ama os homossexuais, os assassinos, os bandidos, os estupradores. Deus ama a todos. O que Deus não ama e nem aceita, é o pecado. O pecado nos afasta Dele. O pecado, é decisão somente nossa de rejeitar o amor de Deus e de sermos Santos e felizes para toda eternidade.

O que queremos é que seja protegida de todas as formas, a verdadeira família formada por um homem e uma mulher. As concepções de uniões do mesmo sexo que queira se enquadrar como forma de família, elas somente serão reconhecidas por forças de leis humanas e não de Deus. O ser humano não tem esse poder de decidir como será de agora em diante o ser humano, com a sua nova concepção errônea de vida. Forma uma “família” dessa natureza, é estar mentindo, é contribui r para que as pessoas se sintam bem diante de uma mentira. É infantilizar, é destruir a dignidade da pessoa humana como filha de Deus. É o mesmo que dizer que o pecado é algo “bom”. É assim que o demônio enganou Adão e Eva, e continua enganado a muitos.

Retrocesso, é apoiar uma mentira dessa, para que todo mundo fique bem na fita e sejamos visto como um país tolerante em sua diversidade sexual. Não é diversidade sexual, é implantar a imoralidade, e aumentar a destruição de cada ser humano com mentiras e mais mentiras. E o meu discurso não é homofobico. O meu discurso, é de quem ama o ser humano e se importa SIM com ele. Pois, vejo nessa situação em diversas frentes de uma implantação de uma Nova Ordem Mundial, destruir o ser humano, abrir mais espaços para o anticristo assumir essa sociedade.

O que estamos buscando e apoiando, terá um preço muito caro, que é a nossa condenação eterna. O paraíso não é aqui. Tudo o que vivemos e temos vai passar. Meus irmãos homossexuais, não podemos nos afundar no pecado. O nosso corpo, é templo da Trindade. Destruir esse templo que somos nós, é destruir Deus. 

Quando a pílula anticoncepcional é a pior escolha


Revista ÉPOCA - edição 877 - Os riscos desconhecidos da pílula anticoncepcional (Foto: divulgação)


>> Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana
Na tarde de uma quinta-feira de fevereiro, a funcionária pública Daniele Medeiros Alvarenga cortava rabiolas para enfeitar o telhado da casa, em São João de Meriti, no Rio de Janeiro. Era seu aniversário de 33 anos. Daniele estava feliz. Pela primeira vez em três décadas, queria festejar duas vezes. No sábado, a reunião familiar seria na varanda. Assim que terminasse de preparar os enfeites coloridos naquela quinta-feira, Daniele transportaria uma caixa de cupcakes até o cenário da primeira comemoração: o Hospital Oeste D’Or, no Rio. Ela saíra de lá seis meses antes. “Como dizem os médicos, estou aqui por um milagre.”Por muito pouco, ela não se tornou mais uma vítima fatal do desrespeito às recomendações da Organização Mundial da Saúde, a OMS, para o uso seguro de pílula anticoncepcional
A pedagoga, que antes da licença-médica trabalhava como assessora na Câmara de Vereadores de Mangaratiba, jamais poderia ter tomado um contraceptivo hormonal. Sabia que era portadora de uma condição genética (conhecida como trombofilia) que aumenta em até 30 vezes o risco de formação de coágulos na corrente sanguínea de mulheres que usam hormônios. Os danos provocados por esse tipo de coágulo costumam variar entre graves e irreversíveis: trombose nas veias, embolia pulmonar, trombose nas artérias do cérebro, AVC, paralisia, morte.

O drama de Daniele começou no ano passado. Ela procurou uma ginecologista para tratar cistos ovarianos, que causavam fortes cólicas menstruais. A médica ofereceu duas opções: remover o ovário policístico ou usar uma pílula anticoncepcional para tentar tratá-lo. Daniele optou por não fazer a cirurgia. Preferiu manter o órgão porque pretendia engravidar. “Disse à ginecologista que era portadora de um fator genético que aumenta o risco de trombose”, afirma. “Ela respondeu que, nesse caso, receitaria uma pílula com baixa dosagem hormonal.” 

Ao contrário do que a OMS recomenda, Daniele saiu do consultório com uma receita de Yasmin, nome comercial da pílula composta pelos hormônios drospirenona e etinilestradiol, fabricada pela Bayer. Ela tomou o remédio durante três meses. Em seguida, sofreu uma embolia pulmonar. Isso acontece quando um coágulo formado em alguma veia do corpo chega aos pulmões e obstrui a passagem do sangue por uma artéria. As consequências foram gravíssimas: três paradas cardíacas, dois meses de internação, 40 dias em coma.
 

Quando finalmente acordou, Daniele era outra. Descobriu-se impotente, frágil. Não falava – fora submetida a uma traqueostomia, necessária para permitir a chegada de ar aos pulmões. Nem se movia – perdera muita massa muscular. Tudo, até mesmo a tarefa mais prosaica, tornou-se um obstáculo a superar: comunicar-se, comer, andar. O recomeço foi difícil – segue difícil. Ela ainda caminha com vagar e se cansa facilmente. Não dirige nem sai sozinha, mas já conseguiu se livrar da cadeira de rodas e da cadeira de banho. Os longos cabelos lisos caíram. Estão crescendo diferentes, “encaracolados como os de Reynaldo Gianecchini depois da quimioterapia”.
Restou uma sequela explícita e permanente. Daniele perdeu os dez dedos dos pés. Eles precisaram ser amputados por causa de uma necrose, provocada pelos medicamentos que a mantiveram viva. “Quando vi o empenho das pessoas para me salvar e me deixar com um dano mínimo, não lamentei a perda dos dedos”, diz. A lesão está sempre à mostra. No auge do verão carioca, Daniele comprou um vestido longo e estampado e uma sandália com duas faixas. As fitas que se ajustam sobre o peito dos pés permitem que ela ande sem perder o calçado. “A ausência dos dedos é parte do que sou. É uma lembrança do que superei”, diz. “Agora, vou lutar para que nenhuma outra mulher passe por isso.”

Nos últimos anos, os Estados Unidos e a Europa passaram a debater intensamente os riscos dos anticoncepcionais. É uma discussão que nasceu após surgirem relatos de efeitos adversos graves e de centenas de mortes, principalmente entre consumidoras das pílulas à base de drospirenona – substância sintética semelhante à progesterona, produzida pelo organismo feminino. Com leve ação diurética, ela ajuda na eliminação do sal. Além de evitar a gravidez, o produto, lançado nos Estados Unidos em 2001 e no Brasil em 2003, prometia reduzir a oleosidade da pele, evitar inchaços e atenuar sintomas da tensão pré-menstrual. Foi um sucesso global – até que se acumularam os relatos dos sérios efeitos colaterais. Sobrevieram os processos contra o fabricante. Até o ano passado, a Bayer havia pagado US$ 1,7 bilhão para liquidar 8.200 ações de pacientes e familiares na Justiça americana. Mais casos estão pendentes em tribunais estaduais e federais dos Estados Unidos.

http://epoca.globo.com/vida/noticia/2015/03/quando-pilula-anticoncepcional-e-pior-escolha.html

Nota do Moderador desse blog, sobre a materia em exposição

Julio Cesar disse:

Vídeo de Bebê 'batendo palmas' no ultrassom faz sucesso na web

 
Foto: Reprodução/YouTube/Jen Cardinal
O vídeo de um ultrassom, que aparentemente mostra um feto batendo palmas enquanto sua mãe canta, está fazendo sucesso na web. A mulher e médico cantaram a música "If You Happy And You Know It", que em português seria algo como "Se você está feliz, bata palmas".
Foto: Reprodução/YouTube/Jen Cardinal
Desde dia 26 de março, o vídeo alcançou mais de 55 mil visualizações. 




http://oglobo.globo.com/blogs/pagenotfound/posts/2015/03/27/video-de-bebe-batendo-palmas-no-ultrassom-faz-sucesso-na-web-563744.asp?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=O%20Globo
Nota do Moderador desse blog, sobre a materia em exposição

Julio Cesar disse:

Confiemos no Senhor



Nota do Moderador desse blog, sobre a materia em exposição

Julio Cesar disse:

sexta-feira, 27 de março de 2015

Ou o martírio ou o inferno

A fé dos cristãos colocada à prova: o perigo do respeito humano e do pensamento "politicamente correto".

Uma lição antiga, atribuída a La Rochefoucauld, diz que "a fraqueza se contrapõe mais à virtude do que ao vício". Era com esta frase que o Papa Pio XI respondia àqueles que o achavam muito severo, "de pulso muito firme"01. Em nosso tempo, em que a pusilanimidade parece ser a regra e tergiversar, mesmo em matérias de importância vital para a vida do homem e da Igreja, é conduta comum, nunca foi tão necessário falar da virtude da fortaleza.
Ao contrário do que se poderia pensar, corajoso e forte não é quem não tem medo. O medo faz parte da natureza humana e, dirigido às coisas certas, pode ser bastante vantajoso, inclusive para a vida espiritual. O temor do Senhor, que o autor sagrado diz ser "o princípio da sabedoria" (Pr 9, 10), é consequência direta do verdadeiro amor que devemos a Deus: se verdadeiramente O amamos, também tememos perder a sua amizade, a sua presença em nossa alma. Já que, como lembra Santo Afonso de Ligório, "a vida presente é uma guerra contínua com o inferno, na qual corremos, a cada instante, o perigo de perder a Deus", Ele nos concede a virtude da fortaleza, que ordena os nossos medos e nos ajuda a dizer "não" ao mal e ao pecado.
O que faz o "politicamente correto", por outro lado? Dirige o medo que deveria ter de ofender Jesus aos afetos humanos, teme antes a inimizade dos homens que a de Deus, transforma o "temor do Senhor" em "temor do mundo". Esta ética frívola condenada por tantos de nossos contemporâneos é análoga àquela atitude que os cristãos chamam de "respeito humano". O medo maior desta pessoa é perder o prestígio da opinião pública, dos seus fãs; ela é torturada a todo instante imaginando o que as pessoas vão pensar dela. Na hora do martírio, de entregar sua vida, ela "coloca a mão no arado" (Lc 9, 62) e desiste covardemente.
Não é surreal comparar a perseguição física que os cristãos experimentam em países sem liberdade religiosa com o "assassinato da personalidade" que muitos outros sofrem em ambientes da vida quotidiana. Como já tinha dito o Papa Bento XVI em sua visita ao Reino Unido, "na nossa época, o preço que deve ser pago pela fidelidade ao Evangelho já não é ser enforcado, afogado e esquartejado, mas muitas vezes significa ser indicado como irrelevante, ridicularizado ou ser motivo de paródia".
Ainda assim, lembra o Santo Padre, "a Igreja não se pode eximir do dever de proclamar Cristo e o seu Evangelho como verdade salvífica, fonte da nossa felicidade última como indivíduos, e como fundamento de uma sociedade justa e humana". Mesmo que nos persigam, não podemos nos calar. Mesmo que nos ridicularizem, não podemos deixar de pregar com parresía, com franqueza e coragem. Em um mundo onde tantos advogam, ainda que de modo subliminar, uma cultura "politicamente correta", baseada em categorias humanas, somos chamados a outra retidão: àquela que tem sua base nas palavras de Cristo e no Magistério da Sua Igreja.
As ocasiões para testemunhar a fé são muitas e Deus sempre nos auxilia com Sua graça, para tomarmos a decisão correta. É verdade o que disse Orígenes: "O cristão, depois de uma tentação, ou sai idólatra ou sai mártir".
Por: Equipe Christo Nihil Praeponere
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Nota do Moderador desse blog, sobre a materia em exposição

Julio Cesar disse: