quarta-feira, 29 de abril de 2015

Aos 10 anos, menino recolhe lixo na rua para salvar o pai com leucemia

Reprodução


Mo Suangyi tem apenas 10 anos, mas responsabilidades que muito adulto nunca sonhou ter. Seu pai foi diagnosticado com leucemia e o tratamento para salvar sua vida custa o equivalente a R$ 260 mil. A criança não se deixou abalar e passou a recolher sucata para salvar o pai.

“Eu tenho que cuidar da minha vovó e meu irmão mais novo, então meu pai assim não ficará preocupado com eles”, afirmou o garoto. Seis meses após o diagnóstico de seu pai, ele já recolheu 300kg de material. Além disso, ele cozinha, limpa o chão e lava os pratos em casa.

O garoto chinês com rotina de adulto ainda mantém um diário no qual anota as dificuldades de seu trabalho. E elas não são poucas. Até o momento os 300kg de sucata lhe renderam apenas R$ 15. Talvez Mo não consiga juntar o dinheiro necessário para o tratamento de seu pai, mas com certeza sua força de vontade dará ao pai forças para lutar contra o câncer.


https://br.noticias.yahoo.com/aos-10-anos--menino-recolhe-lixo-na-rua-para-salvar-o-pai-com-leucemia-190056588.html
Nota do Moderador desse blog, sobre a materia em exposição

Julio Cesar disse:

Terremoto no Nepal: Habitantes de remota aldeia foram salvos da morte por estar na Missa




ROMA, 28 Abr. 15 / 12:47 pm (ACI/EWTN Noticias).- Dos 30 milhões de habitantes do Nepal, menos de 8 mil são católicos. Os habitantes de Okhaldhunga, uma aldeia em um lugar afastado no leste do Nepal, foram salvos da morte no terremoto do sábado passado por participarem de uma Missa de ordenação sacerdotal.

Segundo declarações à Cáritas, o jovem Santosh Kumar Magar, professor de 29 anos, participava da Missa no dia 25 de abril, quando o terremoto de 7.9 graus de magnitude destruiu o país.
Mais de 5 mil pessoas faleceram e mais de 10 mil pessoas ficaram feridas devido ao sismo que atingiu o Nepal e algumas áreas da Índia e da China.

O abalo sísmico aconteceu por volta do meio-dia e seu epicentro estava há 80 quilômetros de Katmandu, a capital do Nepal.

Santosh Kumar Magar comentou: “quando senti o terremoto saí da sala onde estava e vi duas ou três casas ao meu redor que estavam sendo destruídas. Alguns animais morreram quase ao mesmo tempo”.

“As pessoas se salvaram porque todos os habitantes desta região estavam reunidos para o programa da ordenação sacerdotal”, expressou.

O jovem assinalou ainda que aquela “foi uma experiência horrível, nunca passei por algo assim na minha vida. Foi a primeira vez que tive uma experiência tão terrível, não sei como explicá-la, eu estava enraivecido”.

Após o terremoto, Santosh voltou a Katmandu, capital do Nepal. “A maioria das casas dos povoados… algumas das casas haviam desabado, mas a maioria das casas estavam rachadas”, comentou.

“Todos os habitantes estavam saindo das casas e se reuniam no meio da estrada, gritando socorro”, recordou Santosh.

Existe cerca de 8 mil católicos no Nepal, são uma minoria dos cristãos que habitam no país. Entre uma população de quase 30 milhões de habitantes, os cristãos representam pouco mais de 1 por cento. Entretanto, a Cáritas Nepal é uma das organizações católicas que lidera os esforços por auxiliar as pessoas afetadas pelo terremoto.

Em um comunicado feito na manhã de hoje, 28, informou-se que o Papa Francisco enviará uma contribuição de 100 mil dólares à população do Nepal através do Pontifício Conselho Cor Unum no Vaticano.

“Essa doação, que será enviada à Igreja local, tem a finalidade de sustentar as obras de assistência que se desenvolvem a favor dos afetados pelo terremoto, esta doação é uma primeira e imediata expressão concreta dos sentimentos espirituais de proximidade e alento paterno do Papa às pessoas e aos territórios atingidos”, afirma a nota do Cor Unum.

http://www.acidigital.com/noticias/terremoto-no-nepal-habitantes-de-remota-aldeia-foram-salvos-da-morte-por-estar-na-missa-53747/
Nota do Moderador desse blog, sobre a materia em exposição

Julio Cesar disse:

terça-feira, 28 de abril de 2015

Francisco: a vida cristã não é museu





A Igreja segue sua caminhada graças às surpresas do Espírito Santo. Este é um dos trechos da homilia do Papa na missa matutina desta terça-feira na Casa Santa Marta. Detendo-se à pregação do Evangelho aos pagãos, narrada no Ato dos Apóstolos, Francisco destacou que também hoje é preciso ter “coragem apostólica” para não transformar “a vida cristã em um museu de recordações”.
Ao chegarem em Antioquia, os discípulos de Cristo começam a predicar não somente aos judeus, mas também aos gregos, aos pagãos e um grande número deles acreditou e converteu-se ao Senhor. O Papa inspirou-se no trecho do Ato dos Apóstolos, na Primeira Leitura, para destacar o quanto é fundamental na vida da Igreja abrir-se sempre ao Espírito Santo. Muitos, na época, ficavam inquietos ao saber que o Evangelho era pregado para além dos judeus. Mas quando Barnabé chega a Antioquia se alegra porque vê que as conversões dos pagãos são obras de Deus.

Não temer o Deus das surpresas

Além disso, destacou o Papa, já nas profecias estava escrito que o Senhor viria salvar todos os seus povos, como no capítulo 60 de Isaías. Entretanto, nem todos compreendiam estas palavras:

“Não entendiam. Não entendiam que Deus é o Deus das novidades. ‘Eu renovo tudo’, nos diz. Que o Espírito Santo veio para isso, para nos renovar e continuamente faz esse trabalho de nos renovar. Isto provoca temores. Na História da Igreja podemos ver daquele momento até hoje quantos temores diante das surpresas do Espírito Santo. É o Deus das surpresas”.

“Porém – disse o Papa – existem novidades e novidades”. Algumas novidades, admitiu, “vê-se que são de Deus”, outras não.


Como podemos fazer essa distinção? Na realidade, observou o Papa, seja Barnabé assim como Pedro, diz-se que sejam homens cheios do Espírito Santo. “Em ambos – reiterou – há o Espírito Santo que permite que a verdade seja vista. Nós, sozinhos, não podemos. Com a nossa inteligência não podemos”. “Podemos estudar toda a História da Salvação, podemos estudar toda a Teologia – advertiu – mas sem o Espírito Santo não podemos entender. É justamente o Espírito que nos faz entender a verdade ou – usando as palavras de Cristo – é o Espírito que nos faz conhecer a voz de Jesus”: “As minhas ovelhas escutam a minha voz e eu as conheço e elas me seguem”.

A Igreja avança com as novidades do Espírito Santo

“O avançar da Igreja - continuou - é obra do Espírito Santo", que nos faz ouvir a voz do Senhor. "E como posso fazer - se pergunta o Papa - para estar certo de que a voz que ouço é a voz de Jesus, que o que eu sinto que tenho que fazer é obra do Espírito Santo? Rezar":

“Sem oração, não há lugar para o Espírito. Pedir a Deus para nos enviar esse dom: "Senhor, dai-nos o Espírito Santo para que possamos discernir em cada momento o que nós devemos fazer', que nem sempre é o mesmo. A mensagem é a mesma: a Igreja avança, a Igreja vai em frente com essas surpresas, com essas novidades do Espírito Santo. É preciso discerni-las, e para discerni-las devemos rezar, pedir esta graça. Barnabé estava cheio do Espírito Santo e entendeu imediatamente; Pedro viu e disse: "Mas quem sou eu para negar aqui o Batismo? '. É ele que não nos faz errar. "Mas, Padre, por que entrar nestes problemas? Vamos fazer as coisas da maneira que sempre fizemos, assim estamos mais seguros ... '"

A vida cristã não seja um museu de recordações

Mas fazer como sempre foi feito, advertiu, é uma alternativa “de morte”. E exortou a correr o “risco, com a oração, com a humildade de aceitar o que o Espírito" nos pede para "mudar": Este é o caminho".

"O Senhor nos disse que, se comermos o seu corpo e bebermos o seu sangue, teremos vida. Agora vamos continuar esta celebração, com esta palavra: 'Senhor, Tu que estas aqui conosco na Eucaristia. Tu estarás dentro de nós, dá-nos a graça do Espírito Santo. Dá-nos a graça de não ter medo quando o Espírito, com segurança, nos diz para darmos um passo avante". E nesta Missa, vamos pedir essa coragem, essa coragem apostólica de levar a vida e não fazer da nossa vida cristã um museu de recordações”.


Nota do Moderador desse blog, sobre a materia em exposição

Julio Cesar disse:

Não temer o Deus das surpresas – Papa Francisco.

Deus sempre vai agir em todos os lugares. Não existe nada impossível que Deus não faça, cure, e liberte. Alguns Cristãos ficam escandalizados por demais, quando o Papa quebra protocolos: Ao beijar e abraçar doentes, ao receber homossexuais para audiência. Jesus Cristo fazia o mesmo. O Papa, é o rosto humano de Cristo na terra. É a misericórdia de Deus para essa humanidade.

Não existe NADA impossível para Deus. Deus envia o seu Santo Espirito para que o milagre seja realizado. Para que os nossos corações sejam curados. Para que as nossas famílias sejam renovadas. Deus vai agindo na historia humana seja ela quem for, porque ele deseja salvar os seus filhos. Deus ama a humanidade apesar de suas misérias. É isso que alguns NÃO conseguem compreender. É a mesma linha do passado, quando Cristo estava no meio do povo, e as pessoas se escandalizavam.


O Espirito Santo vai agindo na Igreja, quando os seus membros estão enfraquecidos. O Espirito Santo renova todas as coisas. Deixemos o Espirito Agir meus irmãos. Deixemos nos guiar pelo Espirito para discernir qual é a vontade de Deus, para onde ele deseja nos enviar.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Ateus são os párias oficiais do Brasil, afirma presidente da Atea

por Hugo Torres
para o jornal português Público

Sottomaior disse que
nada acontece contra
quem xinga ateus
Não se foge à religião no Brasil. Aqui, a fé é ela própria uma divindade de direito próprio: onipresente. A velar o turismo carioca no topo do Corcovado; no Brás, distrito industrial paulistano onde a Igreja Universal do Reino de Deus construiu recentemente uma enorme réplica do primeiro templo citado na Bíblia, o Templo de Salomão; nas intersecções obscuras da mata atlântica que se adentra pelas cidades, com o candomblé baiano; nos media; no Congresso.

Falar de laicismo parece por isso mais um exercício de republicanismo teórico do que um debate sobre uma característica fundamental dos Estados modernos. Nas urnas, as escolhas do povo estão longe de refletir essa necessidade. O que tolhe as elites e aumenta o poder das várias igrejas que pululam pelo país, em particular as evangélicas. É nesse contexto, e em absoluta contracorrente, que nasceu a Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea).

Daniel Sottomaior (foto) é o fundador (2008), presidente e principal rosto da Atea, que está a tomar em mãos o que ele próprio, com ironia, designa como “luta de David contra Golias”: travar a promiscuidade entre o Estado e as religiões. Na Justiça. Um caso de cada vez. Conversamos numa pequena padaria do centro de São Paulo, onde pouco depois da entrevista um pregador fortuito num altar de cartão nos diz na rua: “Deus continua existindo!”

Quantos ateus estimam que existam no Brasil?

Todas as pesquisas indicam de 1% a 3%. Não dá para saber exatamente quanto, porque a margem de erro é perto de 1%.

Em números absolutos são…

Se pensarmos em 2%, são quatro milhões de pessoas.

Como são tratadas num país tão religioso?

Uma imensa parte muito mal. Costumo dizer que somos os párias oficiais. Se olhar o que aconteceu na evolução do movimento negro ou do movimento LGBT, por exemplo, houve no Brasil uma progressiva judicialização dos casos de preconceito e discriminação – o que é um sinal de progresso. Hoje em dia, se uma pessoa xinga um negro de macaco, sabe que pode ser preso. Se faz o mesmo com um ateu, a expectativa é completamente diferente.

Por exemplo.

Há um tempo uma moça fez um tweet preconceituoso contra os nordestinos (os imigrantes magrebinos na França são os “imigrantes” nordestinos em São Paulo, é a mesma coisa) e houve comoção nacional, investigação no Ministério Público, manchetes… Ótimo. Muito bom. Agora, quando se falam as mesmas coisas para os ateus [o tweet: “Nordestino não é gente, faça um favor a SP, mate um nordestino afogado”] ou pior, nunca dá manchete, ação das autoridades, ninguém vai preso, é investigado, nada. Xingar os ateus é a mais perfeita normalidade institucional. Ninguém fica indignado. É a mais pura expressão da cultura local.

Acontece ao contrário: ateus a insultar crentes?

É possível, mas não tenho notícia de ateus dizendo que os cristãos – ou seja quem for – são criminosos, que não merecem viver, que têm que ser segregados da sociedade, que têm que ir embora, que merecem o inferno… Não vejo os ateus dizendo isso de ninguém.

Qual é o papel da Atea?

São muitos. Tentamos focar-nos em dois mais importantes: diminuir o preconceito e lutar pela laicidade do Estado.

A que tipo de ações se dedicam mais?

Ao ativismo judicial. Com a imprensa, podemos contar relativamente pouco. O poder público – o executivo e o legislativo – depende de votos. E ninguém que dependa de votos é louco de se associar com os ateus. Sabe o que acontece. Por eliminação, sobra o judiciário. E, ainda assim, aos trancos e barrancos.

Mas que ações são essas?

A mais recente: no final do mês [de março] a Cúria Metropolitana vai fazer uma procissão pedindo chuva. É a dança da chuva moderna. A diferença é que agora se sentem no direito de usar o carro do corpo de bombeiros – um serviço público essencial – para carregar a imagem pela cidade. E os bombeiros, obviamente, também não vêem nenhum problema. A Atea vai tentar impedir que isso aconteça – ou, se não for impedido, que os cofres públicos sejam ressarcidos.

E campanhas de sensibilização?

Já fizemos duas, mas isso é eventual. O dia-a-dia é ir à Justiça, ir ao Ministério Público, e pedir providências.

Quantos associados têm?

Cerca de 14 mil, por todo o país.

Como assistiu às últimas eleições presidenciais, tão marcadas pela religião, em particular pela candidatura de Marina Silva?

Não só as presidenciais: para governador, prefeito, vereador, deputado estadual… Todas as eleições são dominadas pela questão religiosa. É uma tragédia anunciada. Os evangélicos se começaram a expandir no Brasil pela TV, há 20 ou 30 anos. Têm muitos fiéis com baixa escolaridade, vítimas fáceis destes predadores, que conseguem amealhar vastas fortunas – um deles é Edir Macedo [fundador da Igreja Universal do Reino de Deus], que está até na lista Forbes entre os mais ricos. Óbvia e literalmente, o dinheiro não cai do céu. Sai dos bolsos dos fiéis. Uma parte vai parar em propaganda porque rende (se desse prejuízo, parariam). E essas pessoas, como noutros países, elegem o melhor representante que o dinheiro pode comprar.

Têm interlocutores habituais? Partidos políticos, poderes locais, estaduais, federal…
Ninguém é louco. [risos]

Ainda assim, há algum partido em particular mais apto a incluir as reivindicações da Atea no seu programa político?

Quanto mais à esquerda, maior é a tendência de haver uma certa afinidade. São esses os partidos que vejo a poder defender os direitos das minorias e a laicidade do Estado. Mas não sei se posso apontar algum em particular – tanto que isso não aconteceu até hoje.

Em 2009, endereçaram uma carta aberta ao Presidente Lula da Silva, apontando-lhe contradições no que diz respeito à laicidade. Como é que Dilma Rousseff está a tratar esta questão?

A ação é sempre ambígua. Tende mais para o religioso do que para o laico. Um dado interessante: ela é agnóstica. Um pouco antes de ser candidata, numa entrevista famosa, disse [sobre a existência de Deus]: “Eu me equilibro nessa questão. Será que há? Será que não há?” Podemos interpretar isso como sendo a confissão de uma agnóstica, ou de uma ateia que está só abrindo a portinha do armário. Meses depois, miraculosamente, se converteu. Virou uma beata, como se o fosse desde a infância – e assim permanece.

Isso é só curiosidade. Em termos da laicidade em si, ela prefere ceder às pressões dos evangélicos, dos religiosos, sempre que haja um conflito. Seja na questão do aborto, na questão dos direitos das mulheres, casais homossexuais… Dilma sabe qual é o poder da bancada [parlamentar] evangélica. Teve um caso emblemático do chamado “kit gay”, uma iniciativa do Ministério da Educação para incluir em material didático uma espécie de cartilha sobre diversidade sexual – a importância e o preconceito. A bancada evangélica disse que o Governo estava tentando influenciar as crianças a serem homossexuais e conseguiu barrar a iniciativa. Isso, obviamente, com o aval da Presidente.

É possível uma associação tão pequena fazer frente a forças tão poderosas? Igrejas com tanto dinheiro, acesso a canais de televisão, que se impõem nas cidades com grandes templos…

É uma luta de David contra Golias. [risos] No que diz respeito ao Brasil, a organização deles chegou com 500 anos de antecedência em relação à nossa. É natural que estejam na frente. Não temos a perspectiva de ficar num embate equilibrado de forças em pouco tempo. Temos de ser realistas: estamos só começando. Já fizemos progressos monstruosos: os media já reconhecem a Atea como uma liderança. A quantidade de associados é enorme, mesmo para um país com 200 milhões de pessoas. No Facebook, caminhamos para os 400 mil seguidores. Para uma página em português, que só fala de ateísmo e achincalha todas as religiões, é um número extremamente expressivo. Temos muitas ações na Justiça, já conseguimos movimentar uma pequeníssima quantidade de dinheiro… Há dez anos, antes de começar a Atea, jamais imaginaria que teríamos tantas vitórias assim em pouco tempo.

Têm algum apoio do Estado, enquanto associação cívica?

O Estado quer que a gente morra! Tudo o que fazemos é contra o Estado. O violador é sempre um agente do Estado. E, frequentemente, alguém do alto da pirâmide: o presidente da Câmara que diz que tem que deixar o crucifixo na Câmara; o magistrado que beneficia religiosos; ou o Congresso, que aprova a Concordata com o Vaticano concedendo à Igreja Católica direitos que ninguém mais tem. Todas as decisões para preservar a laicidade, num país religioso, com a religiosidade tacanha que tem aqui, são impopulares.

Recebem muitas reações de crentes?

O amor cristão sempre nos é expresso nos termos mais chulos e mais violentos: “um dia, todo o joelho se dobrará a Jesus”, ou que nós arderemos no fogo do Inferno, que vamos todos morrer de cancro, que somos pessoas infelizes, que não temos mais nada para fazer, que temos que deixar [em paz] a maioria cristã… Bastante!

No ano passado, sentiram necessidade de sair em defesa do coletivo Porta dos Fundos. Por quê?

O Porta dos Fundos tem vários ateus. Mas isso não seria relevante, não fosse o fato de que eles fazem muitos vídeos ridicularizando muito abertamente a religião. E eles foram várias vezes atacados. Salvaguardando as devidas proporções, foi um pouco como aconteceu com o Charlie Hebdo: qual é direito que eles têm para falar coisas daquelas? O nosso apoio foi para lembrar que o sagrado só o é para os religiosos, que não podem obrigar os outros a seguir as mesmas regras que eles, inclusive as regras da sexualidade.

Um jornal como o Charlie Hebdo poderia singrar no Brasil, ou seria rechaçado?

Tem espaço para a Porta dos Fundos… O único problema é o espaço para os media impressos, que hoje em dia atravessam dificuldades sérias. Fora isso, assim como na França [o Charlie Hebdo] só vai vender um milhão de cópias por causa da tragédia, aqui também: iria vender 5 mil cópias, que seriam os seus fiéis… leitores.



Paulopes informa que reprodução deste texto só poderá ser feita com o CRÉDITO e LINK da origem. 

Nota do Moderador desse blog, sobre a materia em exposição

Julio Cesar disse:

“Estou morrendo, é verdade, mas estou morrendo para estar contigo eternamente”




“Era 17 de dezembro de 1944. No campo de concentração nazista de Dachau, um prisioneiro de 29 anos de idade foi ordenado sacerdote às escondidas. Apenas três meses depois da sua libertação, em 4 de maio de 1945, o pe. Karl Leisner não pôde mais resistir à sua severa tuberculose e morreu, perdoando seus carrascos. Nesta canção, eu tento imaginar o que se passava no coração dele naqueles instantes”
 
(Pe. Albert Gutberlet, LC, compositor e intérprete da música “Dying to be with you” – “Morrendo para estar contigo”)


Ouça no vídeo acima a interpretação da música e acompanhe abaixo a letra em inglês e sua tradução em português.

I was born into your friendship without a merit on my part.
The call to follow in your footsteps became the passion of my heart.
My youth, a flower I chose to give you, was crushed the day of its first bloom,
Before the blazing winds of summer choked the joy of loving you.

  
Eu nasci para ser teu amigo sem nenhum mérito da minha parte.
O chamado para seguir os teus passos se transformou na paixão do meu coração.
A minha juventude, uma flor que decidi te dar, foi esmagada no próprio dia em que desabrochou,
antes que os ventos ardentes do verão cortassem a alegria de te amar.


Now that you take my life away, I can feel you just a breath away from me.
I'm dying, that's true, but I am dying to be with you eternally!
And it really takes my breath away that you should come to take me home to stay with you.
My fears are all gone, the battle is won, and legends have come true.
 

Agora que Tu levas minha vida embora, eu te sinto a apenas um fôlego de mim.
Estou morrendo, é verdade, mas estou morrendo para estar contigo eternamente!
E me deixa mesmo sem fôlego que venhas me buscar para ficar contigo em casa!
Meus medos se acabaram, a batalha está ganha e o que era lenda virou realidade!


Behind cold walls and thick barbed wire, a sweet and painful dream came true:
I was ordained and blessed your body, a glimpse of heaven close to you!
And with the treasures that you gave me, I lit the darkness of this place
I've seen smiles as clear as sunlight in the reign of deep disgrace!
 

Por trás dos muros frios e do grosso arame farpado, um sonho doce e doloroso se tornou real:
fui ordenado e consagrei o teu corpo... Um vislumbre do céu, perto de ti!
E, com os tesouros que me deste, iluminei a escuridão deste lugar;
vi sorrisos tão claros quanto a luz do sol no reinado da desgraça profunda!


Now death has found me 'neath soft blankets,
my heart explodes, at last the prize is near.
I'd like the world to know how deep and overwhelming
has your presence been in cruelty, pain and fear.
 

Agora a morte veio ao meu encontro sob os cobertores finos.
Meu coração explode: finalmente, o prêmio está próximo!
Eu queria que o mundo soubesse o quanto a tua presença foi profunda e arrebatadora
no meio da crueldade, da dor e do medo.

http://www.aleteia.org/pt/religiao/video/estou-morrendo-e-verdade-mas-estou-morrendo-para-estar-contigo-eternamente-5301320584003584
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Julio Cesar disse:

DESTRUINDO O SER HUMANO: Série de fotos tenta quebrar o estigma sobre usuários recreativos de maconha

Reprodução/DPA

Na tentativa de quebrar o preconceito existente contra os usuários recreativos de maconha, a associação Drug Policy Alliance reuniu um conjunto de fotos que derrubam os estereótipos. Nelas, usuários são mostrados em situações do dia-a-dia, como qualquer pessoa, mas com a presença da maconha.

“A mídia está dando cobertura à maconha de forma cada vez mais sutil e cheia de nuances, agora que as leis estão mudando. Todos sabemos que as pessoas que fumam maconha parecem mais com o seu contador ou sua tia velham não com a imagem do usuário lesado, como se fez crer na esfera pública”, afirma Sharda Sekaran, gerente de comunicações da DPA.

As imagens foram registradas em Boulder, no Colorado, estado norte-americano onde é legal a utilização recreativa de maconha. Entre os retratos, estão diversas formas de utilização, sempre com a intenção de mostrar que independente da forma de uso, o usuário de maconha recreativa é uma pessoa como outra qualquer.

A legalização no Colorado completou um ano em janeiro de 2015. Neste período foram arrecadados US$ 50 milhões em impostos sobre a venda de maconha legal. O dinheiro foi distribuído principalmente para escolas estaduais, que receberam 15% do valor arrecadado para a implantação de melhorias estruturais.

Veja algumas imagens divulgadas pela DPA:

Reprodução/DPAReprodução/DPA

Reprodução/DPAReprodução/DPA





Reprodução/DPAReprodução/DPA

Reprodução/DPAReprodução/DPAhttps://br.noticias.yahoo.com/s%C3%A9rie-de-fotos-tenta-quebrar-o-estigma-sobre-usu%C3%A1rios-recreativos-de-maconha-171841753.html
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Julio Cesar disse:

Terra sofre ameaça potencial de impacto de 500 asteroides, diz ESA

Ilustração feita pela Agência Espacial Europeia mostra asteroides passando próximo da Terra (Foto: ESA/P.Carril)

Cerca de 500 asteroides ameaçam potencialmente a Terra, um problema para o qual especialistas da Agência Espacial Europeia (ESA) encontraram soluções que parecem ter saído de um filme de ficção científica.
"Temos cerca de 500 objetos próximos à Terra identificados que poderiam, dentro de 100 anos, eventualmente tocar a terra, mas a probabilidade é muito baixa, em alguns casos de 1 em 1 milhão", disse Detlef Koschny, chefe do setor de NEO (Near-Earth Objects) na ESA.
"Seguimos seus caminhos, tentamos prever o que poderiam ser e se, eventualmente, representarão um risco", explicou Koschny a partir do centro operacional dos NEO na cidade italiana de Frascati, perto de Roma.
"Em caso de perigo real, temos duas soluções atualmente viáveis ", acrescentou o especialista. "O primeiro é o acidente de movimento cósmico", disse.
"Imagine um veículo, que é o asteroide, e um outro veículo, que é a nossa ferramenta, colidindo com ele e o deslocando de sua trajetória. Por conta da pressão, é possível desviá-lo gradualmente da Terra", afirmou. "A segunda solução é destruir o asteroide com a ajuda de uma explosão nuclear", acrescenta Koschny.
Ação à distância
A questão é: como mirar um objeto espacial viajando a 3.600 km/h com um outro objeto lançado para interceptá-lo com a mesma velocidade?

"A partir de uma experiência americana chamada Deep Impact sabemos que é possível alcançar todos os objetos maiores que 100 metros de diâmetro. Nos encaminhamos provavelmente aos satélites autoguiados por uma câmera, porque não teríamos tempo para dirigi-los a partir da Terra", explica o cientista.
"É mais fácil quando é Bruce Willis quem faz isso", diz, brincando, Richard Tremayne-Smith, copresidente da Conferência de Defesa Planetária (Planetary Defence Conference, PDC), realizada em Frascati. Uma alusão ao filme americano "Armageddon", em que o ator destrói um asteroide que ameaça a Terra.
"A defesa planetária era um hobby há dez anos. Hoje, tornou-se uma preocupação global", aponta William Ailor, segundo co-presidente do PDC.
A PDC é coisa séria e envolve especialistas da Nasa, da ESA e de outras instituições, mas também há lugar para jogos de RPG.
"O jogo consiste em simular uma crise [provocada] por uma possível queda de um asteroide na Terra, com três pessoas desempenhando o papel de autoridades políticas, seus conselheiros científicos, representantes das populações ameaçadas e a imprensa", explicou Debbie Lewis, especialista em gestão de catástrofes.
"Precisamos de acordos de comando, controle, coordenação e comunicação em nível internacional", insistiu a especialista. É que os danos causados pela queda de um asteroide podem ser gigantescos em função do tamanho.
Segundo vários especialistas, 75% das diferentes formas de vida na Terra, inclusive os dinossauros, desapareceram por causa da queda de um enorme asteroide há 65 milhões de anos.
"Devemos estar preparados, o despertador já tocou, mas teimamos em desligá-lo", afirmou Lewis.
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/04/terra-sofre-ameaca-potencial-de-impacto-de-500-asteroides-diz-esa.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1
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Julio Cesar disse: